Um tumulto provocado por um jovem, que não tem ligação ou identificação com nenhum movimento local, interrompeu por duas vezes a sessão da Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul na noite desta segunda-feira, 17. Por volta das 19h30, o rapaz ergueu a voz e, aos berros e com o dedo em riste, impediu o prosseguimento dos trabalhos. “Queremos que vocês diminuam em 50% o salário de vocês. Se não, vamos buscar isso por meio da iniciativa popular. E aí a diminuição vai ser bem maior”, ameaçou.
A presidente da Câmara, vereadora Solange Finger (PTB), interrompeu a sessão e explicou que, pelo regimento da Casa, a comunidade não pode se manifestar, interrompendo as falas dos parlamentares. O jovem se acalmou e a sessão teve prosseguimento.
Cerca de 30 minutos depois, no entanto, um grande tumulto se formou. Enquanto o vereador Marcel Knak (PT) falava ao microfone, dizendo que tem as contas de campanha todas aprovadas, e pedindo respeito após ataques sofridos nas ferramentas de compartilhamento social pela internet, o mesmo rapaz voltou a se manifestar. Novamente a sessão foi interrompida. “Por que tu não doa metade do teu salário pra uma entidade social, então?”, disse o jovem a Marcel. O vereador respondeu que doaria, caso o rapaz também doasse o dele.
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Neste momento, integrantes do Movimento João da Silva, e outros representantes da plateia passaram a pedir que ele se acalmasse. O vereador Elstor Desbessel pediu que ele descesse ao plenarinho, para conversar em particular. O jovem entendeu que o parlamentar estava o chamando para briga, e passou a gritar mais ainda. Os vereadores fizeram menção de que iriam encerrar a sessão, mas permanceram no plenário. A segurança privada da Câmara foi acionada e conversou com o jovem. Vereadores fizeram o mesmo e ele aceitou conversar em privado com os parlamentares, no Plenarinho.
Depois do tumulto e da conversa, o jovem se retirou e a sessão seguiu sem mais interrupções.
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