Pode parecer ousado e corajoso. E é. Mas tem de ser entendido também como vital, essencial, providencial. Teria de haver muito domínio e pleno conhecimento da cena atual para elaborar um livro como Uma história da literatura brasileira contemporânea, que a doutora em teoria literária Regina Dalcastagnè, professora de literatura brasileira da Universidade de Brasília (UnB), acaba de lançar, pela editora Todavia. O volume de 608 páginas está nas livrarias ao preço de R$ 189,90, mas deve ser compreendido como um investimento formidável, tendo em vista o amplo panorama que descortina.
Para quem não está de todo familiarizado com a abrangência e a amplitude da produção literária dos anos mais recentes no Brasil, nem sempre é fácil acercar-se de temáticas, abordagens, correntes ou influências. Regina, 59 anos, por sua atuação em sala de aula e por seu olhar a partir da academia, acaba por ser uma guia muito oportuna. Na verdade, ela já havia apontado para essa vereda em 2013, quando lançou Literatura brasileira contemporânea: um território contestado, pela editora da UFRJ. Agora, claro, encorpa seu estudo, ao agregar os autores que se firmaram na cena na última década.
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Até o livro acima mencionado, ela identificara um perfil elitizado, de escritor “brasileiro médio, geralmente homem, branco, com diploma superior e morando no estado do Rio de Janeiro ou em São Paulo”. Desde então, a renovação é espetacular, e quase todas essas indicações foram implodidas ou questionadas. O que, aliás, é muito bom, para a diversidade e para uma fotografia mais honesta ou realista do Brasil.
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