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Uma safra que é de todos

Este final de semana reserva uma situação pitoresca: no sábado, 28, estaremos com um pé em fevereiro; no domingo, 1º, já com um pé em março. Vencido o período de Carnaval, e com a retomada das atividades letivas em todos os níveis de ensino, o ano efetivamente ingressa em um ritmo que tende a ser bastante intenso. Março já é o mês da Expoagro Afubra, e a ela se seguirá, em questão de poucos dias, a Páscoa. E estaremos, portanto, no outono.

Com a safra de verão tendo a sua culminância no tabaco e nos grãos, é chegada a hora de agilizar a comercialização e contabilizar o desempenho das lavouras, o que vale tanto para as folhas quanto para a soja, o milho, o feijão, ou mesmo para a pecuária de corte. No ambiente de produção de conteúdos da Gazeta, o levantamento de informações ocorre a pleno vapor. Nesta semana, por exemplo, na quarta-feira, uma equipe da Editora Gazeta esteve na Abertura da Colheita da Safra do Arroz, em Capão do Leão, e o jornalista Benno Bernardo Kist inclusive contou o que viu e ouviu na edição da Gazeta do Sul de quinta-feira, 26.

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Ainda no embalo do agro, nesta edição compartilhamos o tradicional suplemento Safra, direcionado em especial à temporada do tabaco, mas que, em propriedades rurais altamente diversificadas, também considera muitas outras fontes de renda, como os grãos, os hortigranjeiros, a criação de animais etc. Para todo o público leitor da Gazeta do Sul, seja o do campo, seja o da cidade, este material especial, coordenado pelos colegas Marcio Souza e Cláudia Priebe, é uma oportunidade valiosa de tomar maior conhecimento deste universo formidável que é o da agricultura familiar nos três estados do Sul na qual o tabaco se faz presente.

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E não é uma atividade que possa passar despercebida. Afinal, a cada novo ciclo (e desculpem as demais regiões do Estado, mas verdade é verdade), o Rio Grande do Sul é movido pela energia dessas folhas que poderiam ser chamadas de ouro. E não porque a sua cor é dourada, mas porque o que elas valem, no mercado internacional altamente demandante, tem quase a liquidez do metal precioso. Basta que o leitor perceba: desde 1993 o Brasil é o maior exportador mundial de tabaco.

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E em 2025 a comercialização para o exterior foi recorde, com nada menos do que US$ 3,4 bilhões, 13,85% a mais do que no ano anterior. Em volume, o salto foi ainda maior, de 23,23%. Nessa hora, todos os que ignoram o cotidiano da produção de tabaco, ou a potência desse setor no todo da economia do Rio Grande do Sul ou do Brasil, podem fazer suas contas e estabelecer a comparação com outros segmentos econômicos: vão ficar de queixo caído. E entenderão por que a capacidade investidora e de competitividade alça o país a ser referência internacional, em um mercado muito disputado, que exige qualidade, integridade e sustentabilidade, e remunera por isso.

O caderno Safra é a contribuição da Gazeta para divulgar os potenciais e os diferenciais da cadeia produtiva do tabaco junto ao público, dimensionando a importância de um setor, com seus atores, para o desenvolvimento regional no Sul do Brasil. Que tomadores de decisão e formadores de opinião tenham o bom senso e coerência de se aliar na campanha por preservar o direito de centenas de milhares de famílias a uma vida digna, de que elas desfrutam com muito trabalho, e com benefícios para toda a sociedade.

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Romar Behling

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Romar Behling

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