O Vaticano anunciou nesta terça-feira, 21, a renúncia de Robert Finn na diocese de Kansas City, nos Estados Unidos. Em 2012, o bispo foi considerado culpado pela Justiça americana de encobrir um padre que tirou fotos pornográficas de meninas. A saída de Finn, que continuou como bispo mesmo após ter sido condenado a dois anos de liberdade condicional, era pedida por associações de vítimas sexuais de padres, que pressionaram o Vaticano até uma investigação ser aberta, em setembro.
No comunicado, o Vaticano apenas diz que o papa aceitou a renúncia sem explicar o porquê. É provável que a renúncia tenha ocorrido a pedido de Francisco, que instituiu uma política de “tolerância zero” aos escândalos na Igreja Católica. O bispo ocultou da Igreja Católica o caso do padre Shawn Ratigan, que foi condenado a 50 anos de prisão por tirar e coletar diversas fotos de meninas em posições pornográficas, montando uma coleção que foi descoberta por um técnico da diocese.
Inicialmente, Finn afastou o sacerdote e enviou-o a um terapeuta, além de ter dado a ordem para que mantivesse distância de crianças. Porém, Ratigan continuou a tirar fotos de menores por seis meses antes de ser denunciado à polícia, em 2011.
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