Programa busca garantir que áreas de alta probabilidade de arraste não sejam reocupadas, por meio da requalificação urbanística - Foto: Vitor Rosa/Secom
Venâncio Aires está entre os nove municípios contemplados pelo Plano Integrado de Requalificação Urbanística do Vale do Taquari (PIR), anunciado pelo governo do Estado nessa terça-feira, 16, e deve receber cerca de R$ 18,6 milhões para compensações financeiras destinadas à desocupação de áreas classificadas como zonas de arraste.
O objetivo do PIR é garantir que áreas de alta probabilidade de arraste não sejam reocupadas, por meio da requalificação urbanística. As chamadas áreas de arraste são zonas de altíssimo risco onde a força da água e dos sedimentos (em enchentes e deslizamentos) tem potencial destrutivo, tornando a habitação inviável. A medida faz parte do Plano Rio Grande e contará com o apoio do Projeto RioS.
Leite ressaltou que o plano representa uma mudança de paradigma na forma como o Estado enfrenta os impactos dos eventos meteorológicos extremos, priorizando a segurança das famílias e a prevenção de novos desastres.
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Para evitar a reocupação das áreas de risco, o decreto do governo do Estado inclui a compensação financeira para viabilizar a desocupação das áreas, limpeza e apoio na concepção de projetos para nova destinação de uso do solo, além da captação de recursos para execução dos projetos.
Os critérios que definiram as zonas de arraste se baseiam em dados dos Planos Diretores Municipais (Universidade do Vale do Taquari) e estudos municipais. A abrangência do PIR é de nove municípios: Roca Sales, Encantado, Muçum, Lajeado, Arroio do Meio, Colinas, Estrela, Cruzeiro do Sul e Venâncio Aires. São contempladas 32 áreas de interesse de requalificação urbana, que resultam em 17,61 quilômetros quadrados de área total (57,1% em zona urbana e 42,9% em zona rural).
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Após a publicação do decreto, a próxima fase será a de desocupação e monitoramento permanente das áreas de especial interesse para requalificação urbanística no Vale do Taquari. Depois disso, será feita a limpeza e serão realizados os projetos e as intervenções para a requalificação das áreas.
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Conforme a primeira análise, são 2.261 imóveis elegíveis para desocupação nos perfis de terreno urbano com imóvel (1.898), terreno urbano sem imóvel (239), terreno rural sem imóvel (83) e terreno rural com imóvel (41).
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Todos os mapeados são imóveis localizados nas zonas de arraste e Áreas de Especial Interesse para Requalificação Urbanística no Vale do Taquari. Os critérios de elegibilidade são não ter recebido benefício de programas habitacionais ou estar em situação “cadastro em análise” em programas habitacionais. Não há restrição de renda. O levantamento e cadastro dos beneficiários das indenizações será de competência dos municípios.
A compensação financeira será proporcional às características dos imóveis. A média foi estimada em R$ 88 mil (mínimo de R$ 25 mil e máximo de R$ 240 mil) por imóvel.
A faixa das edificações está separada por perfis, sendo considerados popular (39,56 metros quadrados), baixo padrão (58,64 metros quadrados), padrão normal (106,45 metros quadrados) e alto padrão (224,82 metros quadrados). As nomenclaturas e métricas atendem a normativa NBR 12721. Os terrenos são divididos em até 125 metros quadrados (lote mínimo de loteamento), de 125 metros quadrados até lote mínimo municipal (Plano Diretor) e de lote mínimo municipal até 1.000 metros quadrados.
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Os critérios para áreas rurais se aplicam aos terrenos maiores que 1 hectare, para os quais haverá a indenização apenas da área construída que estiver dentro da área de interesse, enquanto os terrenos rurais ou maiores que 1 hectare sem edificações terão a posse da propriedade preservadas, não fazendo jus a indenização.
O valor total estimado para a Fase 1 do Plano, que corresponde à compensação financeira pelas desocupações, é de R$ 191,8 milhões. Os recursos são do governo do Estado, via Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Os valores são prévios, estimados com base nas informações preliminares prestadas pelos municípios, podendo sofrer ajustes após a apresentação das listas finais de beneficiários.
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O processo de desocupação se dará na Fase 1 do projeto e atenderá as seguintes etapas:
A previsão de conclusão de todo o processo desta fase é março de 2027.
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O RioS é um projeto estruturante do Plano Rio Grande, parte do eixo Governança, e está promovendo um amplo estudo da região hidrográfica do Guaíba, que engloba nove bacias hidrográficas e 252 municípios gaúchos, sugerindo novas medidas para enfrentar futuros eventos hidrometeorológicos.
Esse levantamento leva em conta os mais de 180 projetos já existentes e em andamento pelo Plano para todo o Estado. No contexto do Plano Integrado de Requalificação Urbanística do Vale do Taquari (PIR), o RioS apoiará com um Caderno de Diretrizes para a requalificação de toda área e com um Masterplan das áreas de intervenções prioritárias.
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