A obra do escritor colombiano Gabriel García Márquez é uma das mais prolíficas algumas vez elaboradas em realidade latino-americana. Mas a vida do autor não fica para trás em peripécias e acontecimentos inusitados. Talvez esteja aí, nessas vivências incomuns, a própria gênese de enredos que se convencionou denominar de realismo mágico. E para compreender mais a fundo essa base histórica de um universo maravilhoso, uma biografia do romancista é uma chave providencial.
“Gabriel García Márquez, viagem à semente” propõe já no título essa incursão a elementos vitais que contribuíram para forjar uma obra única, com “Cem anos de solidão” à frente e dezenas de leituras preciosas no conjunto. Ainda que a obra abarque a vida inteira de García Márquez, como era de se esperar de uma biografia, há pontos muito específicos que municiam o leitor de informações preciosas. Uma diz respeito ao título, tendo em vista que a viagem aí não é apenas simbólica, e sim uma experiência fatual.
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Aos 25 anos, o jovem Gabriel viajara com a mãe até a cidade de Aracataca: a missão era vender uma casa que fora de seus avós maternos. Só que essa experiência, e o encontro com uma realidade singular do interior da Colômbia, bem como com pessoas igualmente singulares, se marca de tal forma na vida dele que seu jornalismo e sua escrita seriam irremediavelmente amoldados.
Outros elementos se agregam, como as inúmeras leituras de predileção de Gabo, as suas paixões e seus amores, as suas viagens e a pesquisa, até fazer surgir Macondo (nome de uma árvore) no imaginário de legiões de leitores.
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