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VÍDEO: Liberdade em cima da “envenenada”

Ela tem o ronco de uma moto, mas não é. Se parece com um carrinho de rolimã, e é claro que não é; À primeira vista, é só um monte de madeira, metal e fios. No entanto, essa descrição também não se aplica à conhecida “Envenenada” do seu Gerson Juraci Turcatto, 44 anos.  Morador de Granja do Silêncio, interior de Sobradinho, ele decidiu que deixaria a auto-piedade para se dedicar a um projeto que de fato mudaria seu destino. Há 12 anos, quando foi amputado até os joelhos em ambas as pernas, ele não imaginava que sua vida mudaria tanto. Para pior? No começo sim, mas hoje ele garante que não. A receita? O apoio da família, da esposa e dos amigos, além de força de vontade para retomar suas atividades como agricultor. Não deu para fazer tudo o que estava acostumado, mas a liberdade que tem depois da “envenenada” trouxe alegria a seus dias. 

Turcatto conta que logo depois de ter saído do hospital, após oito cirurgias, precisava de incentivo para enfrentar que não mais poderia ficar em pé, movimento automático para quase todo mundo. Mas a ausência de tecidos, músculos e ossos de seus membros inferiores fez nascer um homem ainda mais forte. “Não conseguia me equilibrar, nem ficar sentado, pois estava acamado há bastante tempo. Nunca consegui ficar parado, pois ia para a lavoura, trabalhava muito e pensei: ‘vou arrumar um jeito de sair dessa situação’”, comenta. 

Como conhecia as artimanhas da mecânica, montava aos poucos “no cérebro” o projeto de um veículo que o transportasse, pelo menos, dentro do pátrio da casa, localizada na área rural. “Foram seis anos imaginando o modelo ideal. O mais difícil de conseguir foi o motor da motocicleta, e eu precisava de um com partida elétrica”, explica. E não é que deu certo?

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