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“Vim ao Brasil por obediência. Mas permaneço por amor”

Foto: Arquivo Pessoal




Argentino Alberto Davalos Chamorro, 39 anos
Ele é um jovem como qualquer outro; tem desejos, sonhos, vontades e nunca precisou passar por cima de ninguém para ser o que é. Apaixonado por livros, professor de filosofia e sociologia no Colégio Imaculado Coração de Maria, em Santa Maria, na iminência de se tornar um sacerdote, o argentino Alberto Davalos Chamorro, 39 anos, carrega dentro de si uma enorme missão: promover debates e aprimorar as políticas voltadas aos jovens.
E tudo começou, segundo ele mesmo afirma, sem nenhum milagre. Ele nasceu em Buenos Aires, num Bairro a 6 quilômetros de onde nasceu também o Papa Francisco. Apesar da diferença de idade, tornaram-se amigos, e Chamorro chegou a ser secretario na Cúria Metropolitana da capital Argentina de 1999 a 2001. “Jorge Mario Bergoglio é muito amigo dos meus pais. Almoçou e jantou conosco várias vezes, muito antes de se tornar Papa. É humilde, um homem do bem”, comenta o jovem. Pela proximidade da família com a Religião Católica, foi percorrendo um caminho que o fez deixar seu país. A serviço da Igreja, em seu noviciado, estudou em 2004 e 2005 nas cidades de Cascavel –PR e Santa Maria – RS.
Ligou-se à Diocese de Cachoeira do Sul. Mesmo depois de terminar seus estudos, nunca ficou de fora da vida religiosa. Ligado a movimentos sociais e justamente por ministrar aulas em um colégio particular, Chamorro percorreu muitas cidades brasileiras onde diz ter se confrontado com uma pobreza nunca antes vista. “Tanto no Nordeste, sobretudo o sertão, quanto em Santa Maria vi bolsões de miséria. Queria ajudar de alguma forma”. Por isso, tornou-se secretário da Comissão Nacional da Pastoral da Juventude e visita dois Estados por mês.
Durante algumas crises humanas, como por exemplo: para onde ia? O que seguiria? O que faria da vida?, depois de 2007, quando saiu do Seminário, começou a namorar uma gaúcha, de quem se tornou noivo. Apesar de terem 13 anos de diferença, o casal se dava muito bem e ele começava a perceber que ficaria no Brasil. Tudo ia bem, mas a vontade de seguir a vida religiosa jamais saiu do então noivo. “Minha noiva dizia que eu havia saído do Seminário, mas ele não tinha saído de mim”, brinca Alberto. Cada vez mais ciente de seu papel social, Chamorro usa todas as oportunidade que têm para aprender. “Sou um eterno aprendiz. Quero buscar, de todas as formas, ajudar, principalmente a juventude, a caminhar junto com a Igreja”, salienta o argentino.

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