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Volta da Coreia do Sul foi por questões legais, afirma Ecclestone

Após a surpresa pela inclusão do GP da Coreia do Sul no calendário da F-1 do ano que vem, a realização da prova no país asiático parece cada vez mais improvável. De acordo com Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da categoria, a razão pela volta da Coreia ao Mundial após um ano de ausência foi apenas por questões legais.

“Eles [organizadores coreanos] preferem que a prova não aconteça. Temos um contrato com a Coreia e tínhamos que colocá-los no calendário. Se não fizéssemos isso eles poderiam nos processar. Deixamos eles de fora do calendário por um ano e tínhamos um acordo que dizia que eles voltariam”, declarou o dirigente inglês. A corrida na Coreia foi marcada para o dia 3 de maio, apenas uma semana antes do GP da Espanha, em Barcelona.

Mas, além de a versão definitiva do calendário da F-1, divulgado na última semana, não especificar onde seria realizada a prova coreana, também deixou em aberto a possibilidade de a corrida não acontecer, já que estava com o status de “sujeita a confirmação”.

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Outra razão para voltar a aparecer na lista de corridas para 2015 seria para “burlar” o regulamento e permitir que os times tenham direito a mais um motor na próxima temporada da F-1. Pelo regulamento, eles poderão usar apenas quatro unidades de potência no Mundial do ano que vem. Mas, caso haja mais de 20 corridas, o que seria o caso com a inclusão da Coreia, mesmo que ela seja cancelada mais tarde, os times terão direito a cinco motores no ano.

Na semana passada, após a notícia de que a Coreia estava de volta como sede de uma etapa da F-1, os organizadores coreanos afirmaram que não tinham sido informados sobre a realização da prova em 2015. O país, que abrigou corridas de 2010 até 2013, foi tirado do calendário porque o GP coreano não atraía público suficiente e vinha dando prejuízo à organização.

A Coreia gastou cerca de US$ 260 milhões (aproximadamente R$ 688 milhões) para construir o Korea International Circuit em Yeongam, cidade portuária, que fica a cerca de 400 quilômetros ao sul de Seul. Pelas estimativas dos organizadores, o prejuízo nos últimos quatro anos foi de cerca de U$ 200 milhões.

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João Caramez

Em 2010, aceitei o convite para atuar como repórter estagiário no Portal Gaz, da Gazeta Grupo de Comunicações. Era o período de expansão do site, criado em 2009, que tornou-se referência em jornalismo online no Vale do Rio Pardo. Em 2012, no ano da formatura na graduação pela Unisc, passei a integrar a equipe do jornal impresso, a Gazeta do Sul, veículo tradicional de abrangência regional fundado em 1945. Com a necessidade de versatilidade para o exercício do jornalismo multimídia, adquiri competências em reportagem, edição, diagramação e fotografia para a produção de conteúdo em texto, áudio e vídeo. Entre as funções, fui editor de País/Mundo e repórter de Geral. Atualmente, sou repórter de Esporte e produzo conteúdo para o site Portal Gaz e jornal Gazeta do Sul. Integro a mesa de debatedores do programa 'Deixa Que Eu Chuto', da Rádio Gazeta FM 107,9, desde 2018. Em 2021, concluí uma pós-graduação em Gestão Estratégica de Negócios pela Ulbra.

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