Três estados da região Sul do Brasil colheram 752,5 mil toneladas de tabaco na safra 2025/26, com 151,2 mil produtores envolvidos nessa atividade
Como ocorre já há 29 anos, a Editora Gazeta, da Gazeta Grupo de Comunicações, lança nesta segunda-feira, 23, em evento no Parque da Expoagro Afubra (antecedendo a abertura oficial da feira, no dia seguinte), a edição 2025 do Anuário Brasileiro do Tabaco. A publicação, em português e inglês, retrata mais uma vez, para o Brasil e o mundo, toda a imensa representatividade que o setor tem para uma vasta região produtora e beneficiadora do País, centrada mais no Sul, ao mesmo tempo em que permanece importante para a região tradicional do Nordeste.
Os dados apurados, junto com as mais diversas manifestações de pessoas ligadas direta ou indiretamente à atividade, dimensionam e ratificam sua enorme relevância para milhares de pessoas e comunidades. De modo especial, torna-se essencial para mais de 500 mil pequenos produtores rurais em regime de economia familiar e mais de 500 municípios, assim como emprega mais de 44 mil pessoas nas indústrias beneficiadoras e exportadoras, gerando renda indispensável para muitas famílias e unidades municipais, assim como para estados, onde, por exemplo, a Federação da Indústria do Rio Grande do Sul (Fiergs) a considera pilar da economia.
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A produção, como evidenciam pesquisas internacionais, atende a um consumo que se mantém constante em nível mundial, para onde se dirige em torno de 90% do produto do Brasil, que é o segundo maior produtor, mas ocupa a primeira posição como exportador há mais de 30 anos. A cultura tem já longa história no País e se solidificou no Sul com um sistema integrado de produção, que continua sendo aperfeiçoado pelos líderes de suas entidades para manter o protagonismo brasileiro no segmento.
A edição de 2025 reforça, de modo particular, que a produção de tabaco é uma importante atividade do agro brasileiro, junto a um sistema de diversificação característico do setor, incentivado desde a fundação de sua associação de produtores (a Afubra, há 71 anos, e que tem o grande evento da Expoagro voltado a esse fim), assim como por programa industrial há 40 anos, abraçado nos anos recentes pelo SindiTabaco, junto com vários organismos. Da mesma forma, revela o “ouro verde” que representa em meio a essa diversificação, respondendo por 59% da renda dos pequenos produtores e por altas arrecadações de tributos para os entes públicos, de quem, por isso mesmo, o setor espera que haja um maior e devido reconhecimento.
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A safra 2024/25 do tabaco no Brasil, apresentada em detalhes em nova edição do Anuário Brasileiro do Tabaco, da Editora Gazeta, mostra bem o vigor da cultura no País, ao produzir 752,5 mil toneladas (95,7% no Sul), envolvendo 151,2 mil famílias produtoras, que receberam R$ 15 bilhões pelo produto. Só no Sul, são 138 mil famílias e 532,8 mil pessoas diretamente envolvidas com a atividade no campo, tendo obtido renda de R$ 14,57 bilhões neste ciclo produtivo.
Os produtores desenvolvem a cultura em propriedades com área média de 14,6 hectares, dos quais utilizam para esse cultivo apenas cerca de três (21,4% do total, ficando o restante para outros e diversas usos). Evidencia-se assim o papel da agricultura familiar na produção, com o predomínio dos minifúndios. O presidente da entidade, Marcilio Drescher, comenta que uma modernização gradual, incluindo escalonamento de plantio, uso de estufas de cura contínua e enfardamento por folhas soltas, somada ao acompanhamento técnico proporcionado pelo sistema integrado de produção, “tem sustentado o desempenho do setor mesmo em tempos desafiadores”.
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A exportação de tabaco do Brasil, como ressalta a publicação, mantém a performance de líder, ao conquistar em 2025 recorde na venda do produto. O valor apurado nas operações alcançou perto de US$ 3,4 bilhões, com volume de 561 mil toneladas, que atendeu 121 países.
O resultado, obtido a partir do aumento da produção, “refletiu o prestígio do tabaco brasileiro no mundo”, segundo o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria (SindiTabaco), Valmor Thesing, reafirmando “a liderança conquistada há mais de 30 anos, graças aos pilares de qualidade, integridade e sustentabilidade social, ambiental e econômica do produto brasileiro, que o setor tem procurado manter com ações de fortalecimento”.
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Outro número destacado é o do alto valor de tributos gerados pela atividade do tabaco no País. Conforme levantamentos, a soma arrecadada pelos cofres públicos em 2025 ultrapassa R$ 24 bilhões. Da mesma forma, os municípios ressaltam os retornos obtidos com a cultura, apontando dados do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Os números confirmam que o tabaco é estratégico para o futuro das comunidades”, salienta Gilson Becker, prefeito de Vera Cruz e presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco.
Diante de tantas demonstrações da relevância do tabaco para muita gente, renovam-se também os apelos para que o setor seja ouvido. Tanto em nível global, por meio da Associação Internacional dos Produtores de Tabaco (ITGA) e de delegações que buscam espaços em fóruns como a Conferência das Partes (COP), como nacional, por meio das entidades representativas e da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva. “O nosso País, que se destaca na atividade, é um dos que mais a combate”, constata o seu presidente, Romeu Schneider, da direção da Afubra.
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Da mesma forma, representantes na área legislativa, embora poucos, reafirmam seu compromisso em atender ao setor e sua relevância, ao mesmo tempo em que há o empenho na área regulatória em resolver questões de seu interesse, como a regulamentação dos Dispositivos Eletrônicos de Fumar (DEFs). O diretor executivo da Abifumo, Edimilson Alves, diz que se trata de “questão de saúde pública”, ao citar que já existem mais de 5 milhões de consumidores, que, independentemente da proibição vigente, continuam usando esses produtos, que não têm nenhum tipo de controle, enquanto, com regras claras, o órgão publico disporia de instrumentos concretos de fiscalização, controle e arrecadação.
Todos esses aspectos entram na pauta da publicação da Gazeta que já se consolidou na cultura e volta a reforçar sua realidade e importância, para contribuir no melhor conhecimento e compreensão de tudo que representa para as pessoas e comunidades. O editor responsável, Romar Rudolfo Beling, frisa na abertura o enfoque da edição: “o Anuário Brasileiro do Tabaco acompanha desde 1997 a trajetória desta atividade, registrando a inovação tecnológica e a adoção dos mais modernos e revolucionários preceitos ambientais, sociais e de governança”, salienta. “Esta edição, mais uma vez, compartilha com os leitores um retrato fiel e diferenciado de um dos mais relevantes setores econômicos do Brasil, cujas iniciativas e cujas ações figuram em condições de serem modelo e inspiração para todos os demais segmentos”.
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As principais iniciativas de sustentabilidade da cadeia produtiva do tabaco no Brasil também ganham destaque no novo Anuário Brasileiro do Tabaco. A publicação reúne um panorama atualizado das práticas ESG (nas áreas ambiental, social e de governança) adotadas pelo setor. Atento aos projetos das empresas, do SindiTabaco e da Afubra, o anuário apresenta, em reportagens especiais, ações voltadas a responsabilidade ambiental, ao desenvolvimento social e à governança no meio rural.
Entre os temas abordados está a logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos, considerada uma das iniciativas mais consolidadas do setor e que completou 25 anos em 2025. A publicação mostra como o sistema envolve produtores e entidades parceiras para garantir a destinação correta dos materiais, atendendo à legislação e contribuindo para a preservação ambiental. Também ganha espaço a consolidação da autossuficiência em lenha usada na cura do tabaco, com o incentivo ao cultivo de florestas renováveis nas propriedades produtoras.
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O aproveitamento de resíduos industriais é outro destaque nas páginas do anuário. Em parceria com a Fundação de Proteção Ambiental de Santa Cruz do Sul (Fupasc), os subprodutos do beneficiamento do tabaco vêm sendo transformados em fertilizantes orgânicos, reduzindo o impacto ambiental e promovendo práticas alinhadas à economia circular. O conteúdo mostra ainda o compromisso do setor com a inovação e a eficiência no uso de recursos, incluindo ações voltadas à conservação do solo, à proteção de nascentes de água e à preservação de matas nativas.
No eixo social, a publicação apresenta iniciativas como o programa Jovem Empreendedor Rural, que investe na formação de novas lideranças no campo. As reportagens mostram como a capacitação técnica e gerencial contribui para a permanência dos jovens na atividade agrícola, além de incentivar a sucessão familiar e a modernização das propriedades. A diversificação de culturas também é abordada como estratégia para ampliar a renda e a segurança das famílias produtoras. Desde a fundação da Afubra, em 1955, a rotação de culturas é incentivada, bem como a partir de programas encabeçados pelas próprias empresas.
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Eventos como a Expoagro Afubra atuam como ponto de encontro e referência técnica para os atores da cadeia produtiva. Neste ano, o foco é a resiliência do agro gaúcho, que nos últimos anos enfrentou desafios impostos pelo clima. “A feira não pode deixar de atender às dificuldades que os produtores estão passando. Precisamos buscar e construir com eles possíveis soluções. Esse é o grande trunfo da Expoagro”, diz Marco Dornelles, coordenador-geral do evento.
Outro destaque é o programa Verde é Vida, desenvolvido pela Afubra, que atua na promoção da educação ambiental e na conscientização de estudantes e comunidades rurais em centenas de instituições do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná . As ações são inspiradas nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e adaptadas para a realidade do Sul do Brasil, reforçando práticas sustentáveis e o cuidado com o meio ambiente nas regiões produtoras.
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O Anuário Brasileiro do Tabaco tem como objetivo apresentar ao público geral as ações conduzidas em diferentes áreas, reunindo exemplos práticos de como a cadeia produtiva vem se estruturando para atender às demandas contemporâneas no que diz respeito à rotina das propriedades, indústrias, cadeia logística, exportação e comercialização do produto final. Ao destacar essas iniciativas em diferentes reportagens, a publicação reforça o papel das empresas, do SindiTabaco, da Afubra e entidades parceiras na promoção de um modelo de desenvolvimento que alia competitividade, responsabilidade socioambiental e visão de longo prazo.
A produção do Anuário Brasileiro do Tabaco mobiliza, ao longo de vários meses, uma ampla rede de profissionais e instituições ligados à cadeia produtiva. Com 172 páginas, a publicação se consolida como um dos principais materiais de referência do setor, reunindo reportagens, dados e análises
sobre diferentes aspectos da atividade no País.
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O trabalho editorial é conduzido por uma equipe de quatro jornalistas, que se revezam nas etapas de apuração, redação, edição e revisão dos conteúdos. A produção envolve ainda tradutor para a versão em inglês, fotógrafos responsáveis pelos registros de campo e da indústria, além de diagramador e arte-finalista, que garantem a organização visual do material. A equipe comercial também desempenha papel fundamental na viabilização do projeto.
As primeiras etapas do processo incluem reuniões de planejamento, nas quais são definidos a pauta-base e os alinhamentos editoriais que orientam a produção. A partir dessas diretrizes, a equipe passa a trabalhar com base em informações recebidas, sugestões de pauta e indicações de fontes encaminhadas por empresas, pela Afubra e pelo SindiTabaco, além de outros agentes do setor.
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Paralelamente, os jornalistas vão a campo em busca de histórias e informações que retratem a realidade da cadeia produtiva. Ao longo da produção, a equipe percorre diferentes regiões produtoras, visitando propriedades rurais e unidades industriais, em um esforço para apresentar ao leitor uma visão abrangente e fiel das atividades.
O resultado é uma publicação construída a muitas mãos, que reúne o trabalho de profissionais de diferentes áreas e o apoio de diversas instituições. Mais do que compilar informações, o Anuário Brasileiro do Tabaco busca evidenciar boas práticas e iniciativas conduzidas pelo setor, contribuindo para ampliar o entendimento da sociedade sobre uma cadeia produtiva que, muitas vezes, ainda é pouco compreendida, por desconhecimento de sua realidade.
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