Lançada nessa segunda, publicação da Editora Gazeta traz dados atualizados sobre a produção e tendências do setor
A Editora Gazeta lançou nessa segunda-feira, 23, à noite a nova edição do Anuário Brasileiro do Tabaco. Com 172 páginas, a publicação reúne estatísticas atualizadas acerca do setor. Destaque para os números e iniciativas que movimentam, em especial, os agricultores familiares e a indústria da transformação, uma das maiores geradoras de postos de trabalho e arrecadação de tributos nos municípios.
O Anuário concentra informações estratégicas que ajudam a compreender a importância da cultura para os três estados da Região Sul e o País. Prova disso é que o Brasil segue como o maior exportador do produto desde 1993. Santa Catarina e Paraná também têm suas produções destacadas na publicação, que é bilíngue com textos em português e inglês.
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Com produção nacional de 752,5 mil toneladas e a participação de 151,2 mil famílias, o tabaco está posicionado entre os principais produtos do agronegócio brasileiro. Sua presença no meio rural tem contribuído para avanços sociais e educacionais, bem como fomentado estratégias de sucesso ligadas à sucessão rural. Em relação à renda, a atividade também impacta de forma positiva a realidade das famílias produtoras, que possuem receita acima da média nacional.
A produção feita com exclusividade pelos jornalistas da Editora Gazeta transformou-se em uma referência para o setor produtivo desde 1997. Ao mesmo tempo, o Anuário Brasileiro do Tabaco apresenta as inovações e as estratégias, como a metodologia ESG e potencial da integração entre empresas e produtores com foco no desenvolvimento do setor.
O evento de apresentação ocorreu pela primeira vez no Parque da Expoagro Afubra, que começou oficialmente nesta terça-feira.
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Mais de 200 convidados acompanharam o lançamento. Entre eles estavam autoridades políticas e líderes setoriais que destacaram o potencial do cultivo do tabaco, especialmente entre os agricultores familiares. Um dos aspectos evidenciados é o fato de que mesmo em áreas menores é possível garantir uma receita acima da média. Essa característica, associada às ações de diversificação, estimula investimentos e contribui para fortalecer toda a cadeia produtiva.
Outro aspecto evidenciado é a busca pela qualidade, que faz com que o tabaco brasileiro seja o preferido dos players mundiais. Isso se confirma, por exemplo, nos números da exportação. As vendas externas chegaram a US$ 3,4 bilhões, mesmo com condições adversas, como a taxação estabelecida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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Desde 1997, o Anuário Brasileiro do Tabaco consolidou-se como o registro oficial para a cadeia produtiva. Apresentada pela Editora Gazeta, a publicação ajuda a contar a evolução de um dos setores mais dinâmicos do agronegócio nacional. Nesta edição, que traz o balanço consolidado da safra 2025, o anuário destaca-se pela abrangência de conteúdos em suas 172 páginas. Considerado um dos produtos mais nobres do portfólio da Gazeta Grupo de Comunicações, ele também registra as tendências de mercado e as adequações às normas globais de todo o setor produtivo. Com circulação no Brasil e exterior, o Anuário Brasileiro do Tabaco também estará disponível no site www.editoragazeta.com.br.
O lançamento realizado nessa segunda-feira na estrutura do Restaurante Thomas, dentro do Parque da Expoagro Afubra, evidenciou o consenso sobre a relevância do Anuário Brasileiro do Tabaco. A publicação, em sua 29ª edição, é classificada pelos representantes do setor como um documento que serve de subsídio para a defesa do setor produtivo em Brasília.
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Ao apontar os diferentes segmentos da cadeia produtiva, o Anuário evidencia a força do tabaco para os municípios. De acordo com o presidente da Associação dos Municípios Produtores do Tabaco (Amprotabaco) e prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, há casos de prefeituras em que quase a totalidade do retorno do imposto provém do setor. “Milhares de famílias movimentam a economia. E o Anuário é muito importante para levarmos para o mundo a importância do tabaco”, disse.
Becker reforçou que em todo o Rio Grande do Sul, o conhecimento sobre a fumicultura já existe, mas é preciso ampliar essa divulgação, fazer com que os demais saibam o que representa para a sociedade. E isso tem sido possibilitado pelas edições do Anuário, que podem ser acessadas tanto na versão impressa quanto no site da Editora Gazeta (www.editoragazeta.com.br), que também produz outras publicações relacionadas ao agronegócio.
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Essa função destacada pelo prefeito foi apontada entre os demais participantes do evento. É o caso do presidente da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Edimilson Alves. A entidade que ele dirige tem papel fundamental na representatividade política da cadeia produtiva, em especial da indústria, na capital federal. “Temos levado para Brasília a importância, mostrando ao nosso sócio maior, que é o governo, o quão importante é essa cadeia produtiva”, explicou.
Alves frisou que a Gazeta merece agradecimento, mas não só pela elaboração do Anuário. “A empresa está sempre de portas abertas para a Abifumo e para toda a cadeia produtiva”, justificou. Antecipou que espera estar no lançamento do anuário do próximo ano com novidades na área da tecnologia e de agregação de valor ao que é produzido.
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A Abifumo é uma defensora da regulamentação dos Dispositivos Eletrônicos de Fumar (DEFs). Inclusive havia expectativa positiva em relação ao posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para 2026. O deputado federal Heitor Schuch (PSD), no entanto, acredita que pelo fato de ser um ano eleitoral, a tendência é que esse debate fique para 2027. Ele reconheceu o aumento do número de defensores da cadeia produtiva na área política, mas lamentou que ainda não há uniformidade nos discursos.
O prefeito de Santa Cruz do Sul, Sérgio Moraes (PL), citou exemplo de quando atuava na Câmara Federal. Relembrou que havia muito preconceito e desinformação sobre como a produção era feita. “Vivi em um tempo diferente para o tabaco, em Brasília. O que se espalhava por lá é que era algo altamente proibido, que os produtores plantavam à noite, escondidos. Eu sempre questionava: ‘Por que fazer tanto terrorismo’”, recordou.
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Marcílio Drescher, presidente da Afubra: “Esta publicação bilíngue da Editora Gazeta leva o setor produtivo para o mundo, trazendo os dados escritos com responsabilidade para divulgar informação de forma correta a todos.”
Gustavo Paim, secretário estadual de Desenvolvimento Rural: “Não se faz nada sem dados concretos. A informação bem apurada subsidia os gestores para tomarem as melhores decisões, dá noção do que, de fato, gera emprego e renda.”
Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco: “É o material de maior relevância do setor. Utilizamos muito o Anuário na defesa da atividade para que receba mais carinho dos órgãos públicos, da população e dos governantes.”
Além das estatísticas atualizadas ligadas à produção e à economia que gira em torno do tabaco, um dos assuntos que têm sido motivo de atenção entre os organismos ligados ao setor é a regulamentação dos Dispositivos Eletrônicos de Fumar (DEFs). Mais do que um negócio, trata-se de uma questão de saúde pública, uma vez que o consumo segue crescente mesmo sem qualquer tipo de liberação no Brasil.
O diretor da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Edimilson Alves, levanta essa questão em entrevista exclusiva publicada no Anuário Brasileiro do Tabaco. Para ele, trata-se de um tema urgente, que deixou de ser apenas uma questão de escolha individual e passou a ser um assunto de saúde pública. Atualmente, estima-se que são mais de 5 milhões de pessoas utilizando DEFs sem informações claras acerca da procedência, composição ou qualidade.
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Da mesma forma que coloca a saúde dos usuários em risco, a venda e o consumo sem controle ainda trazem mais um fator de alerta. Conforme Alves, outro ponto que merece atenção está relacionado à proteção de crianças e adolescentes. Ele alerta que a regulamentação dos produtos “é um instrumento essencial para garantir a proibição da venda a menores de idade”.
Hoje, conforme o dirigente, o mercado existente é dominado pelo crime organizado e a totalidade dos produtos vendidos é contrabandeada. “A ausência de regulamentação fortalece o mercado ilegal e expõe os jovens a riscos inevitáveis”, complementa.
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O setor produtivo do tabaco faz com que Santa Cruz do Sul apareça em segundo lugar entre os municípios exportadores no Rio Grande do Sul, atrás apenas de Porto Alegre, segundo o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing. Ele confirmou que os santa-cruzenses alcançaram US$ 1,8 bilhão. Venâncio Aires ficou em quarto lugar, com US$ 1,2 bilhão. Ambos com forte atuação na cadeia produtiva do tabaco.
O setor representou, no último ano, R$ 24 bilhões em geração de impostos. Esse valor poderia ser ainda maior, caso fosse reduzido o número de material trazido ao País por meio de contrabando.
O Brasil é o segundo maior produtor de tabaco do mundo e há mais de 30 anos o maior exportador, em função da qualidade do produto.
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