Santa Cruz do Sul

Automação e IA ganham espaço na gestão empresarial

Em um cenário de mercado cada vez mais competitivo, a eficiência na tomada de decisão tornou-se o ativo mais caro e estratégico para qualquer organização. No entanto, dados recentes indicam que a maioria dos gestores ainda opera no “escuro”. Cerca de 62% dos executivos tomam decisões baseados apenas em experiência e intuição, e não em dados concretos.

A competitividade e a modernização da gestão foram os temas centrais da primeira edição de 2026 do tradicional Café Empresarial da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz do Sul, realizada manhã desta terça-feira, 17, no Antigo Bistrô. Com o tema “Menos planilhas, mais inteligência”, os especialistas Eduardo Felipe Haas e Cícero Eisenberger, sócios da Daten Analytics, apresentaram a empresários e colaboradores de empresas como a automação e a Inteligência Artificial (IA) podem melhorar os resultados do negócio ao substituírem processos manuais lentos por sistemas inteligentes.

O custo da intuição

Segundo os especialistas, o principal entrave para o crescimento das empresas não é a falta de vontade de inovar, mas a carência de dados claros e acessíveis. O uso excessivo de planilhas é apontado como um dos grandes riscos. Estima-se que 88% delas contenham erros críticos.

Publicidade

LEIA TAMBÉM: ACI de Santa Cruz do Sul celebra 108 anos de história e desenvolvimento

​”A decisão é o ponto mais caro de qualquer negócio”, afirma o engenheiro e consultor Cícero Eisenberger. Segundo ele, quando uma decisão de investir, cortar custos ou ajustar preços é tomada tardiamente ou com base em informações imprecisas, a empresa perde competitividade e aloca recursos de forma errada.

O “alto custo operacional” muitas vezes está escondido em tarefas repetitivas, como lançamentos manuais e consolidações de relatórios. A solução proposta pelo especialista passa pela integração total de sistemas da empresa, eliminando o trabalho humano em processos que não geram valor direto.

Publicidade

A tecnologia como meio, não como fim

Cícero Eisenberger reforçou que a automação e a IA não devem ser vistas como softwares prontos, mas como meios para resolver dores específicas de cada empresa. Entre os principais benefícios citados estão o cruzamento inteligente de dados, a redução de custos e o ganho de produtividade pela maior velocidade na entrega de resultados com menor uso de recursos.

LEIA TAMBÉM: Nova sede é prioridade para diretoria da ACI de Santa Cruz

Para Eduardo Felipe Haas, administrador e especialista em Engenharia de Dados, o grande desafio atual não é a falta de tecnologia, mas a dificuldade em aplicá-la de forma profunda na rotina corporativa. Ele defende uma linguagem de gestão mais acessível, onde o CEO ou proprietário compreenda o processo para contribuir efetivamente com o desfecho estratégico. “Quando o gestor entende o que acontece e qual o objetivo, o resultado final é muito mais grandioso”, destacou.

Publicidade

Trabalho contínuo

Contudo, os especialistas reforçam que a jornada para a inteligência de dados é contínua. O sucesso depende de três pilares: a organização da base de dados, a automação dos processos e, finalmente, a aplicação de IA para escala e inovação.

​O resultado final desta transformação, afirmam, pode ser medido pela maior velocidade na resposta ao mercado, na qualidade nas decisões e na libertação dos talentos da empresa para focarem no que realmente importa: a estratégia e o crescimento do negócio.

LEIA TAMBÉM: Programa Professor do Amanhã tem 133 inscritos na Unisc

Publicidade

Substituição ou evolução humana?

Um dos pontos abordados no debate foi o receio quanto à substituição de postos de trabalho pela tecnologia. Eisenberger foi enfático ao afirmar que se trata de uma revolução inevitável, mas positiva. Segundo o especialista, a tecnologia retira o ser humano de tarefas repetitivas e “o coloca para jogar onde ele joga melhor, ou seja, na análise, na criatividade e na tomada de decisões estratégicas”.

O Café Empresarial tem o patrocínio da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Sicredi, Universal Leaf, Gazeta Grupo de Comunicações, Wizard, XP Investimentos, HiMarte, Padaria Roque Schuh, Cindapa, Bitencourt Seguros e Antigo Bistrô

Networking

Presente na programação da ACI há mais de duas décadas, o Café Empresarial é uma oportunidade para empresários, gestores e profissionais da região trocarem experiências, ampliarem sua rede de contatos e se atualizarem sobre as tendências do mercado. Recepcionados com um café da manhã, os convidados têm um momento para integração e participam de uma roda de conversa sobre um tema atual, ligado ao universo empreendedor.

Publicidade

LEIA MAIS NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ

QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!

Karoline Rosa

Share
Published by
Karoline Rosa

This website uses cookies.