Santa Cruz do Sul

Cesta básica sobe 5,7% em Santa Cruz em março

O custo de vida do trabalhador em Santa Cruz do Sul sofreu uma pressão acentuada em março. Dados do Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), divulgados na quinta-feira, 2, revelam que a Cesta Básica Nacional subiu 5,746% no período de 3 de março a 2 de abril. O conjunto de 13 produtos essenciais, que custava R$ 608,50, saltou para R$ 643,47 – um acréscimo nominal de R$ 34,97 no orçamento familiar.

O cenário atual é marcado por uma inversão de tendência. Dos 13 itens monitorados, dez apresentaram alta. O grande vilão do mês foi o tomate, com contribuição de 2,81%, revertendo a trajetória de queda observada em março. O pão francês (1,57%) e o leite tipo C (1,29%) completam o trio que mais pesou no bolso do consumidor. Outros itens voláteis, como batata inglesa e banana, também voltaram a subir, após terem dado trégua no levantamento anterior.

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No sentido oposto, a carne bovina e o café moído atuaram como freios para uma alta ainda maior, registrando quedas de 0,83% e 0,19%, respectivamente. Apesar do aumento mensal, o cenário de longo prazo ainda apresenta um alívio relativo: em 12 meses, o custo acumulado da cesta registra deflação de 11,40% em comparação ao pico de abril de 2025, uma economia de R$ 82,86.

O abismo entre o real e o necessário

A interpretação dos dados econômicos pela metodologia do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diesse) expõe a fragilidade do poder de compra local. Para adquirir os mesmos produtos que levava para casa em março, o trabalhador que recebe o salário mínimo nacional precisou trabalhar 87,3 horas – um esforço adicional de 4,7 horas em apenas 30 dias.

O estudo aponta ainda que, para cumprir o preceito constitucional de suprir as necessidades básicas de uma família (alimentação, habitação, saúde e transporte), o salário mínimo em Santa Cruz do Sul deveria ser de R$ 5.365,24. Atualmente, o valor vigente no País é 3,3 vezes menor do que o necessário para garantir o bem-estar de um núcleo familiar padrão de dois adultos e duas crianças.

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A pesquisa, realizada nas principais redes de supermercados da cidade, reflete os preços vigentes na data da coleta, estando sujeita às variações de ofertas e disponibilidade de marcas típicas do varejo local.

Como ficaram os preços

ProdutoQuantidade média 3 de março 2 de abril Variação
Arroz3 kg R$ 16,06 R$ 15,31 -4,6476%
Açúcar3 kg R$ 11,89 R$ 12,19 2,5353%
Banana 6,3 kg R$ 39,87R$ 41,43 3,9021%
Banha 0,9kgR$ 16,17 R$ 16,824,0193%
Batata Inglesa 6kg R$ 18,04R$ 21,5019,1494%
Café moído 0,6kg R$ 38,99 R$ 37,78 -3,1128%
Carne bovina 6,6 kgR$ 264,35 R$ 259,29 -1,9172%
Farinha de trigo 1,5 kg R$ 6,41R$ 6,52 1,7279%
Feijão preto 4,5 kgR$ 29,49R$ 30,76 4,3153%
Leite 7,5 l R$ 30,90 R$ 38,7525,4108%
Margarina 0,75 kg R$ 16,38 R$ 16,47 0,5865%
Pão francês 6 kg R$ 77,71 R$ 87,31 12,3533%
Tomate9 kg R$ 42,19 R$ 59,29 40,5290%
TOTAL:R$ 608,50R$ 643,475,7463%
Fonte: Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc)

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Carina Weber

Carina Hörbe Weber, de 37 anos, é natural de Cachoeira do Sul. É formada em Jornalismo pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e mestre em Desenvolvimento Regional pela mesma instituição. Iniciou carreira profissional em Cachoeira do Sul com experiência em assessoria de comunicação em um clube da cidade e na produção e apresentação de programas em emissora de rádio local, durante a graduação. Após formada, se dedicou à Academia por dois anos em curso de Mestrado como bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Teve a oportunidade de exercitar a docência em estágio proporcionado pelo curso. Após a conclusão do Mestrado retornou ao mercado de trabalho. Por dez anos atuou como assessora de comunicação em uma organização sindical. No ofício desempenhou várias funções, dentre elas: produção de textos, apresentação e produção de programa de rádio, produção de textos e alimentação de conteúdo de site institucional, protocolos e comunicação interna. Há dois anos trabalha como repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações, tendo a oportunidade de produzir e apresentar programa em vídeo diário.

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