Rafael Gessinger (à esquerda), do Brasil, e Armando Gessinger (à direita), da Alemanha, assinam a coluna Briefwechsel, que estreia nesta segunda-feira
Uma nova coluna, intitulada Briefwechsel, termo alemão que se traduz como Correspondência, vai estabelecer, a partir de segunda-feira, 8, um instigante diálogo entre o Brasil e a Alemanha pelas páginas da Gazeta do Sul, com veiculação igualmente pelo Portal Gaz. Ou, na prática, uma troca de mensagens entre irmãos: do lado de cá, Rafael Gessinger; do lado de lá do oceano, seu mano Armando.
Entre outros aspectos, vão tematizar a imigração alemã no Sul do Brasil. Em 1853, Theobald Gessinger, o mais velho dos seis filhos de Mathias Gessinger, morador de Rachtig an der Mosel, tomou, aos 43 anos, a decisão que explica a existência da nova coluna e seu propósito. Decidiu emigrar, com a esposa Maria Josepha Otter e os filhos ainda crianças, Heinrich e Susanna, para uma terra de esperança e redenção: Brasilien. Em 1854, chegaram à terra prometida e fixaram-se na localidade de Dona Josefa, hoje Vera Cruz. Alguns anos depois mudaram-se para Boa Vista.
Toda pessoa, no Brasil, que tem o sobrenome Gessinger é parente, porque descende em última instância de Theobald. Duas dessas pessoas são os irmãos Armando e Rafael, primeiro e terceiro filhos, respectivamente, dos seis filhos de Ruy Armando Gessinger, que foi colunista da Gazeta. O sexto filho de Ruy, Rudolf Gessinger, também escreve quinzenalmente no jornal.
Publicidade
LEIA TAMBÉM: Consultor lança obra sobre estratégias para impulsionar negócios nesta terça-feira
A coluna Briefwechsel, literalmente “troca de cartas”, será a correspondência entre Rafael e Armando e vai explorar temas atuais tanto no Brasil como na Alemanha, sem perder de vista a marca das migrações. Sim, porque, fazendo o caminho inverso de Theobald, que deixou às margens do Mosel seus irmãos, entre os quais Franz Josef, o irmão Armando, nascido em Porto Alegre em 1971, deixou o Brasil e radicou-se na Alemanha, movido pela mesma esperança que trouxe Theobald para cá. Seu irmão, Rafael, nascido em São Leopoldo em 1976, e que presidiu a comissão oficial do Bicentenário da Imigração Alemã no Estado e tem fortes vínculos com Santa Cruz, continua vivendo no país que Theobald escolheu.
“A troca de cartas será pessoal e genuína. Fatos e ficção poderão aparecer misturados. E opiniões serão emitidas ao estilo de cada irmão”, diz Rafael. Nesta segunda, ele inicia a correspondência; na semana seguinte, Armando responde, e assim sucessivamente.
Publicidade
QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!
Publicidade
This website uses cookies.