Prefeito e vice realizaram uma reunião com a Defesa Civil e o secretariado municipal para organizar o trabalho preventivo. Foto: Jaime Fredrich
A Defesa Civil de Santa Cruz do Sul e o secretariado municipal montaram uma força-tarefa, em reunião na tarde dessa quarta-feira, 15, no Palacinho da Prefeitura, para estruturar ações preventivas diante da previsão de eventos climáticos severos no Estado. Por determinação do prefeito Sérgio Moraes, o grupo atuará em plantão e monitoramento constante nos próximos dias.
Embora a projeção inicial indique que o Vale do Rio Pardo não sofrerá o maior impacto das tempestades, a extrema instabilidade do sistema atmosférico exige prontidão para assegurar a rapidez no atendimento à população em caso de sinistros. A maior preocupação das autoridades locais se concentra entre o sábado, 18, e domingo, 19.
Segundo o secretário de Segurança e Trânsito, Reginaldo Martins Brito de Campos, há previsão de um pico de 100 milímetros de chuva em um curto espaço de tempo na região. A mobilização da Prefeitura integra todos os órgãos de segurança com base no município para responder de forma imediata a eventuais quedas de árvores, destelhamentos, alagamentos e enxurradas decorrentes do volume de água.
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O cenário de instabilidade no Estado é provocado por um sistema complexo que inclui uma corrente de jato em baixos níveis (JBN) atipicamente intensa e uma frente quente. Segundo o Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Estado, o período mais crítico ocorrerá entre a noite de amanhã e o sábado. Nesse intervalo, há risco elevado de tempestades severas, queda de granizo de tamanho médio a grande, além de rajadas de vento que podem superar os 90 km/h e potencial para formação de tornados em áreas sob alerta laranja.
Paralelamente à chuva, o Rio Grande do Sul registrará um calor atípico para julho, com marcas que podem chegar a 33 graus nos Vales nesta sexta-feira, 17. Esse aquecimento é fruto do vento Norte seco e quente transportado pelo corredor de ar da Bolívia.
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A previsão da MetSul Meteorologia indica que o vento Norte soprará com rajadas de 40 km/h a 70 km/h na maior parte do Estado, mas o relevo dos Vales e encostas de morros pode acelerar essas correntes, gerando rajadas isoladas superiores a 100 km/h, mesmo em períodos com sol. (*Com a colaboração de Jaime Fredrich)
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O vento forte que deve atingir Santa Cruz e região nos próximos dias tem explicação científica: a atuação de uma corrente de jato em baixos níveis (JBN). Segundo o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, da MetSul Meteorologia, trata-se de um corredor de vento de grande intensidade a 1,5 mil metros de altitude, originado na Bolívia. O fenômeno é impulsionado por uma profunda área de baixa pressão atmosférica no Norte da Argentina.
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O fluxo de ar persistente transportará uma massa de ar quente para o Sul do Brasil, elevando as temperaturas a patamares até 10 graus acima da média histórica para o inverno. Na sexta-feira, 17, e no sábado, 18, as máximas devem oscilar perto ou acima dos 30 graus nos Vales. Essa condição meteorológica vai gerar ventos fortes do quadrante Norte, independentemente da ocorrência de chuvas ou tempestades na região.
A MetSul alerta que, devido ao efeito do relevo na região dos Vales, o vento Norte poderá provocar estragos antes mesmo da chegada das nuvens de chuva. Existe risco de queda de postes e árvores, destelhamentos e interrupção no fornecimento de energia elétrica. A velocidade das rajadas em áreas de encosta pode variar de 70 km/h a 90 km/h, superando a marca de 100 km/h de forma isolada.
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Para áreas historicamente atingidas por enchentes, a recomendação da Prefeitura à população é manter uma mochila preparada para saída emergencial, com documentos, cobertores, roupas e medicamentos de uso contínuo. Se for necessário deixar as residências, a estrutura de acolhimento já está montada no Parque da Oktoberfest, com garantia de transporte para as famílias, seus pertences e animais de estimação. Além disso, as pessoas que ainda residem em locais com risco de deslizamento devem desocupar os imóveis com urgência, pois o solo encharcado pelo grande volume de chuva eleva significativamente o risco de desmoronamentos.
Toda a população deve adotar medidas preventivas imediatas, como a limpeza de calhas e a liberação de escoamento para bocas de lobo. Durante o temporal, a orientação é manter portas e janelas fechadas, proteger veículos e equipamentos, e manter distância segura de fios e cabos de energia elétrica caídos. Em caso de destelhamento ou outros danos, a Defesa Civil e os Cras, junto ao Corpo de Bombeiros, Exército, associações de moradores e subprefeituras do interior, farão a distribuição de lonas.
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A atenção com os animais domésticos deve ser redobrada: os tutores não devem deixá-los presos e, se precisarem evacuar, devem conduzir cães em guias e gatos em caixas de transporte. A Secretaria de Bem-Estar Animal orienta que moradores de áreas de risco deixem os pets previamente com familiares ou façam o cadastro preventivo de identificação na sede do órgão (Rua Galvão Costa, 755, no Parque da Oktoberfest) ou pelo telefone (51) 3120 4590. Se houver necessidade de abrigar o animal durante a enchente, a secretaria deve ser procurada com antecedência.
A Defesa Civil atende pelo telefone (51) 92001 3351 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. Também estão disponíveis os telefones 153, da Guarda Municipal, e (51) 99949 3517, da Secretaria de Desenvolvimento Social.
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