Agronegócio

Com queda de 60% na produção, preço do pinhão sobe no Rio Grande do Sul

A safra do pinhão já dá os primeiros sinais. O período oficial de colheita e venda no Estado foi aberto em 1º de abril. Segundo a Emater/RS-Ascar, a produção de 2026 será inferior à do ciclo passado, que somou 600 toneladas. A projeção aponta queda na colheita em índices que variam entre 12,5% e 60%.

O recuo é reflexo de fatores climáticos, como estiagens recorrentes e o excesso de chuva entre o fim do inverno e o início da primavera passados. Na região de Soledade, cerca de 140 famílias esperam colher cem toneladas. Em Passa Sete, um dos polos produtores do Estado, 20 agricultores devem retirar seis toneladas até agosto, quando termina a temporada – em 2025, foram 11 toneladas.

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No município do Centro-Serra, o Festival e a Festa do Pinhão ocorrem de modo intercalado. A 12ª Fepinhão está marcada para 15 a 17 de maio. Os demais produtores regionais são Boqueirão do Leão, Gramado Xavier, São José do Herval, Santa Cruz do Sul, Vale do Sol, Herveiras e Barros Cassal, este último com 45 produtores e previsão de 35 toneladas. Com a oferta restrita, o preço subiu. Em Passa Sete, os produtores negociam o quilo entre R$ 10,00 e R$ 12,00. Já nos supermercados de Santa Cruz do Sul, o valor ao consumidor chega a R$ 20,00.

Para saber

O consumo do pinhão, além de tradição cultural na culinária gaúcha, é fonte de renda essencial para centenas de pequenos produtores que dependem do extrativismo sustentável nas matas nativas do interior do Estado, durante o outono e o inverno.

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Vanessa Behling

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