A 9ª Conferência Municipal de Saúde de Santa Cruz do Sul teve início na manhã desta terça-feira, 9, na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). O evento reúne usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), profissionais da área, gestores e representantes de entidades para debater propostas que vão orientar as políticas públicas do setor nos próximos anos.
Com atividades programadas até o fim da tarde, a conferência aborda temas como financiamento da saúde, envelhecimento da população, prevenção de doenças, acesso a consultas e cirurgias especializadas e os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde da população.
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A presidente do Conselho Municipal de Saúde, Célia Zingler, destacou que a conferência é um espaço para que a comunidade participe da construção das políticas públicas. “A conferência tem esse papel de levantar todas as situações que as pessoas conhecem, o que poderia funcionar melhor, o que não está funcionando e também pensar em novas demandas que surgem para a saúde”, afirmou.
Segundo ela, a questão ambiental ganhou relevância nos debates. “Hoje estamos vivendo situações como enchentes, calor extremo, frio extremo, ventanias e granizo. Tudo isso afeta diretamente a saúde das pessoas e exige ações de prevenção e preparação”, ressaltou.
Outro tema em destaque é o envelhecimento da população. Conforme Célia, Santa Cruz do Sul acompanha uma tendência observada em diversas cidades brasileiras e precisa adaptar os serviços públicos a essa realidade.
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“Santa Cruz é um município que está envelhecendo. Esse público precisa de um olhar diferenciado, mas também de ações preventivas antes de chegar à terceira idade”, observou.
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A presidente também citou a necessidade de ampliar o acesso a procedimentos de média e alta complexidade. Ela lembrou que as filas para cirurgias e atendimentos especializados seguem sendo uma preocupação em todo o Rio Grande do Sul. “Pequenos problemas precisam ser resolvidos logo para não se agravarem. Quando o atendimento demora, muitas situações acabam evoluindo para quadros mais complexos”, explicou.
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Entre os assuntos debatidos ao longo do dia está o financiamento do SUS. Conforme Célia, o debate envolve a necessidade de garantir recursos suficientes para manter e ampliar os serviços oferecidos à população. “O SUS é o grande plano de saúde nacional. Mesmo quem possui plano privado utiliza serviços financiados pelo sistema público em diversos momentos”, destacou.
Ela também defendeu a valorização dos profissionais que atuam na rede pública e manifestou preocupação com dificuldades enfrentadas por médicos vinculados ao programa Mais Médicos no município. “É importante que esses profissionais permaneçam no SUS. Quando há vacância, o atendimento à população acaba sendo prejudicado”, afirmou.
A conferência ocorre no Anfiteatro do Bloco 18 da Unisc e em espaços de apoio do campus, onde os participantes estão divididos em grupos temáticos para elaboração de propostas. Os debates estão organizados em quatro eixos, entre eles democracia e saúde como direito, financiamento do SUS, sustentabilidade do sistema e fortalecimento das políticas públicas.
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Ao final dos trabalhos, as propostas aprovadas serão encaminhadas para as etapas estadual e nacional da conferência. “Todo mundo pode participar e contribuir. Não precisamos esperar que os problemas aconteçam para descobrir o que precisa ser feito. É importante construir soluções antes”, ressaltou Célia.
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