O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, que passará de 14,50% para 14,25% ao ano. Esse é o terceiro corte consecutivo. Para a Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), a medida é acertada neste momento, mas ainda insuficiente.
“A indústria gaúcha enfrenta um cenário desafiador, marcado pelo aumento dos custos decorrentes dos efeitos da guerra no Oriente Médio, pelas preocupações com a possibilidade de um forte El Niño e pelas discussões em curso no Senado sobre a redução da jornada de trabalho, que podem trazer novos custos e desafios para o setor produtivo”, diz o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier.
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Segundo Bier, embora a redução ajude a aliviar parte dessas dificuldades, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Para que o Brasil possa conviver de forma duradoura com juros menores, segundo ele, é fundamental avançar no enfrentamento do principal desafio da economia brasileira, que é a questão fiscal.
O Banco Central utiliza a Selic como instrumento para reduzir o ritmo da atividade econômica e, desse modo, tentar controlar a inflação. Quando a taxa sobe ou fica alta por muito tempo, o crédito torna-se mais caro para quem compra no cartão, nas parcelas de produtos e no financiamento de imóveis, o que leva a uma perda de força no consumo. Em caso de diminuição, a perspectiva é de estímulo para a economia e de um menor risco de descontrole nos preços.
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