Encontro de Opalas reuniu entusiastas de diversas cidades em Santa Cruz do Sul. Fotos: Tiago Garcia
Um momento para valorizar a amizade, a filantropia e o fascínio por modelos clássicos. Esse foi o espírito entre os participantes da 1ª Noite do Opala, realizada nesse sábado, 21, das 19 às 23 horas, nas dependências do Posto Tradição, na Rua Ramiro Barcelos. Mesmo sob chuva, mais de 100 proprietários estacionaram Opalas e Caravans para confraternizar e acompanhar a apresentação da banda Crossroads.
Entre os presentes estava o vendedor de carros antigos João Schenk, 42 anos. Natural de Porto Alegre, ele compareceu com sua Caravan 1975 original, detentora de placa preta, que faz média de 12 quilômetros por litro em rodovias. “A Caravan é o carro dos meus sonhos. Sempre quis esse modelo 1975 com banco inteiro e marcha na coluna. Costumo frequentar encontros em todo o Estado”, contou. Schenk relatou que o gosto pelo antigomobilismo surgiu com o bisavô e atravessou quatro gerações da família. “Estou nesse meio há 20 anos e tenho esta Caravan faz três. Como tenho muitos amigos em Santa Cruz, não poderia deixar de prestigiar.”
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O encontro também contou com representantes locais. Jonas Viana, 42 anos, levou seu chassi tubular com carenagem de Opala, veículo campeão do Armagedom (corrida de arrancada nacional) em 2022, no Velopark, em Nova Santa Rita. O carro já venceu competições em Balneário Camboriú (SC) e obteve o segundo e terceiro lugares em provas de 2025. A demonstração da potência do motor atraiu a atenção do público. “Sempre fomos espectadores e hoje temos a oportunidade de ser referência. Passar um pouco dessa paixão para as pessoas é muito legal”, disse Viana.
A iniciativa também teve um viés comunitário. Os participantes foram convidados a doar materiais para a campanha Costurando Esperança, que beneficia a UTI Neonatal do Hospital Santa Cruz. Foram arrecadadas fraldas, itens de higiene, roupas para recém-nascidos e calças jeans – que serão transformadas em bolsas para as mães atendidas na instituição.
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Alberto Más e Blum, um dos organizadores ao lado de Ricardo Moraes e Cássio Kuhn, destacou que, apesar do tempo, o público compareceu. “Foi um encontro maravilhoso, onde quem ganhou foi a solidariedade. Tivemos mães que produziram peças de tricô para os bebês. É gratificante realizar algo desta magnitude”, afirmou. Ele reiterou que os automóveis são um meio de integração. “Reunimos apaixonados por verdadeiras lendas do automobilismo brasileiro. O carro é a desculpa, mas o objetivo final é a amizade.”
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