Foto: Bruno Pedry/Nascimento MKT
A Federação Interestadual dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco (Fentitabaco) apresentará, nesta terça-feira, 24, durante a assembleia geral da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), realizada na Expoagro Afubra, a proposta de realização do Ciclo de Seminários Regionais da Região Sul em 2026. A iniciativa, construída em parceria entre ambas as entidades, sugere a criação de uma agenda integrada de debates voltados à saúde do trabalhador, ao emprego e ao desenvolvimento regional nos municípios que integram a cadeia produtiva do tabaco. A proposta será apresentada a entidades e prefeitos que participarão da programação.
A cadeia produtiva do tabaco possui relevância econômica e social para centenas de municípios da Região Sul, envolvendo trabalhadores da indústria, produtores rurais, cadeias logísticas e economias locais. Nesse contexto, o ciclo prevê encontros em três estados, com realização em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, Canoinhas, em Santa Catarina, e Rio Azul, no Paraná, reunindo lideranças municipais, especialistas e representantes do setor em um espaço estruturado de diálogo institucional.
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A proposta reforça o protagonismo dos trabalhadores na construção das pautas do setor. É o que destaca o presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, ao apresentar a iniciativa como um espaço de construção coletiva. “Estamos propondo um ambiente de escuta, construção e encaminhamento. A cadeia produtiva do tabaco precisa ser debatida com responsabilidade e com a participação de quem vive essa realidade no dia a dia.” Segundo Marcon, a articulação regional amplia a capacidade de incidência institucional e fortalece o posicionamento conjunto dos atores envolvidos.
Como encaminhamento do ciclo, está sendo avaliada a realização de uma audiência pública no Congresso Nacional, com o objetivo de apresentar as contribuições regionais e ampliar o diálogo institucional sobre saúde, trabalho e desenvolvimento regional na cadeia produtiva do tabaco. Para viabilizar os seminários, a Fentitabaco e a Amprotabaco destacam a importância do apoio dos municípios, especialmente na disponibilização de espaços, mobilização regional e suporte logístico. “A participação dos municípios é decisiva para dar escala e legitimidade a esse processo. É a partir do território que conseguimos construir soluções concretas para o presente e o futuro da cadeia produtiva do tabaco”, frisa Marcon, ao destacar que a psicóloga Mônica Gorgulho, especialista em redução de danos, será uma das atrações dos seminários.
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