Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A falta de controle ou desorganização financeira não aparece de forma repentina, silenciosa. Ela costuma começar sem que a pessoa o perceba ou lhe dê importância. Pequenos esquecimentos ou atrasos no pagamento de contas, acúmulo de compras parceladas, uso do cartão de crédito para complementar a renda, enfim, sensação de que sempre é possível resolver qualquer situação com dinheiro.
De acordo com pesquisa realizada pela Consumoteca, a pedido do banco Inter, sete em cada dez brasileiros consideram a própria vida financeira descontrolada. De outra parte, o levantamento também mostrou que apenas 23% conseguem guardar dinheiro com regularidade.
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Existem sinais que mostram que a vida financeira pessoal ou familiar está desorganizada e sem controle.
7. Outros sinais: nome negativado, dificuldades para conseguir crédito, juros crescentes, multas, ansiedade e estresse.
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Organizar as finanças não significa cortar tudo, mas definir prioridades. Para iniciar ou retomar o controle financeiro pessoal ou familiar, pequenas mudanças e adoção de novos hábitos podem ajudar:
1. Fazer um diagnóstico da situação financeira, registrando, durante 30 ou 60 dias, todos os gastos realizados; além disso, apurar todas as dívidas.
2. Criar o hábito de revisar as movimentações financeiras, identificando excessos e ajustando eventuais itens, antes que se transformem em problema.
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3. Criar planilhas financeiras ou usar aplicativos de controle de gastos.
4. Acompanhar os lançamentos na fatura do cartão de crédito e o extrato bancário.
Organizar as finanças envolve uma relação mais consciente com o dinheiro. Pequenas mudanças de hábitos e comportamento, junto com o controle financeiro e o planejamento, podem transformar completamente a maneira como uma pessoa ou família lidam com sua renda e seus objetivos.
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Muita gente evita olhar o extrato bancário ou organizar as contas porque isso obriga a encarar escolhas, excessos, erros e responsabilidades por decisões. É como varrer uma sujeira para debaixo do tapete, acreditando que resolveu o problema. A saída pode ser pela educação financeira que não deve ser adotada pelo medo, mas pela consciência. Quando alguém entende onde está, quais são seus limites e quais passos consegue dar hoje, passa a construir uma relação mais saudável com o dinheiro.
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