Categories: Regional

Francisco Teloeken: “Como lidar com o estresse financeiro”

Estresse é um conjunto de reações psicológicas ou físicas apresentadas por uma pessoa diante de situações que exigem um grande esforço mental, físico ou emocional para serem superadas. Ou seja, o corpo responde de um jeito diferente por conta das reações que isso provoca.

Pode-se sentir estresse por muitos motivos. Provavelmente um dos mais frequentes seja o trabalho, em que a pressão gerada para atender prazos, atingir metas, conviver com gerentes e colegas desagradáveis, e tantos outros perrengues que costumam ocorrer em ambientes empresariais que, em muitos casos, evoluem para a síndrome de burnout (distúrbio emocional crônico causado pelo estresse no trabalho).

LEIA TAMBÉM: Francisco Teloeken: “Crianças e jovens endividados”

Publicidade

Existem outras causas de estresse, dependendo da reação de cada um, nos relacionamentos, nas famílias, nos ambientes sociais, esportivos e até religiosos. O estresse aparece, também, quando o assunto é o dinheiro. O dinheiro é apontado como a maior preocupação de 49% dos brasileiros, superando saúde, violência e família, de acordo com pesquisa de 2025 da fintech Onze com a Icatu.

As pessoas podem tomar decisões que trazem resultados indesejados, gerando estresse, e, muitas vezes, distúrbios financeiros e dívidas. Vale ressaltar que o desencadeador desse estresse é a relação com o dinheiro em si não exatamente com a quantidade do que se ganha, se gasta, sobra ou falta.

LEIA TAMBÉM: Francisco Teloeken: “Dia do Consumidor 2026”

Publicidade

As pessoas que sofrem com estresse financeiro costumam apresentar alguns sintomas:

  • 1) Ansiedade: preocupação ou desespero sobre a situação financeira, independente da situação patrimonial;
  • 2) Falta de economias e reservas financeiras;
  • 3) Excesso de dívidas, contas pendentess e inadimplência;
  • 4) Falência;
  • 5) Conflito sobre dinheiro com familiares, amigos ou colegas de trabalho.

Em março de 2026, o percentual de famílias brasileiras com dívidas atingiu o recorde de 80,4%, conforme levantamento produzido pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) e divulgado no dia 7 deste mês. Dessas famílias, 29,6% estão inadimplentes, quer dizer, com dívidas em atraso, em média de 65 dias. Desses inadimplentes, 12,3% não tem condições de realizar qualquer pagamento de suas dívidas.

O Brasil vive uma realidade preocupante quando o assunto é inadimplência. Mas, mais do que números, são pessoas e famílias pressionadas, sonhos adiados ou enterrados e qualidade de vida comprometida. O estresse financeiro não tratado, assim como outros, tem consequências graves, a longo prazo. Impacta tanto na saúde mental quanto na saúde física. Quadros de ansiedade, depressão e burnout apresentam grande relação com o estresse financeiro, assim como divórcio, baixa produtividade e demissões.

Publicidade

LEIA TAMBÉM: Francisco Teloeken: “Dia das Mulheres”

De outro lado, tratar de forma efetiva o estresse com o dinheiro traz muitos benefícios. Começa pela liberdade de escolha sobre a vida presente, sem comprometer o futuro. Rebeca Toyama, especialista em carreira, comportamento e tendências, sugere começar a praticar os seguintes hábitos:

  • 1. Pagar as despesas mensais para não se endividar;
  • 2. Ter as finanças sob controle;
  • 3. Planejar o futuro, respeitando o orçamento doméstico;
  • 4. Fazer escolhas assertivas de produtos financeiros;
  • 5. Manter-se atualizado sobre questões financeiras e acompanhar seu balanço patrimonial.

 A inadimplência elevada da maioria da população brasileira, causa frequente de estresse, é um sinal claro de que precisa haver uma mudança na forma de lidar com o dinheiro. Não basta conseguir mais crédito, renegociar dívidas, mas fazer isso de forma consciente. Técnicas, como pesquisar preços, fazer cálculos e usar planilhas ou apps são importantes e podem ser melhoradas, mas não bastam para lidar bem com o dinheiro. A transformação começa pela educação financeira que é uma ciência humana, baseada no comportamento para mudar hábitos e, consequentemente, vidas.

Publicidade

LEIA MAIS TEXTOS DE FRANCISCO TELOEKEN

QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!

Publicidade

Carina Weber

Carina Hörbe Weber, de 37 anos, é natural de Cachoeira do Sul. É formada em Jornalismo pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e mestre em Desenvolvimento Regional pela mesma instituição. Iniciou carreira profissional em Cachoeira do Sul com experiência em assessoria de comunicação em um clube da cidade e na produção e apresentação de programas em emissora de rádio local, durante a graduação. Após formada, se dedicou à Academia por dois anos em curso de Mestrado como bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Teve a oportunidade de exercitar a docência em estágio proporcionado pelo curso. Após a conclusão do Mestrado retornou ao mercado de trabalho. Por dez anos atuou como assessora de comunicação em uma organização sindical. No ofício desempenhou várias funções, dentre elas: produção de textos, apresentação e produção de programa de rádio, produção de textos e alimentação de conteúdo de site institucional, protocolos e comunicação interna. Há dois anos trabalha como repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações, tendo a oportunidade de produzir e apresentar programa em vídeo diário.

Share
Published by
Carina Weber

This website uses cookies.