Estresse é um conjunto de reações psicológicas ou físicas apresentadas por uma pessoa diante de situações que exigem um grande esforço mental, físico ou emocional para serem superadas. Ou seja, o corpo responde de um jeito diferente por conta das reações que isso provoca.
Pode-se sentir estresse por muitos motivos. Provavelmente um dos mais frequentes seja o trabalho, em que a pressão gerada para atender prazos, atingir metas, conviver com gerentes e colegas desagradáveis, e tantos outros perrengues que costumam ocorrer em ambientes empresariais que, em muitos casos, evoluem para a síndrome de burnout (distúrbio emocional crônico causado pelo estresse no trabalho).
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Existem outras causas de estresse, dependendo da reação de cada um, nos relacionamentos, nas famílias, nos ambientes sociais, esportivos e até religiosos. O estresse aparece, também, quando o assunto é o dinheiro. O dinheiro é apontado como a maior preocupação de 49% dos brasileiros, superando saúde, violência e família, de acordo com pesquisa de 2025 da fintech Onze com a Icatu.
As pessoas podem tomar decisões que trazem resultados indesejados, gerando estresse, e, muitas vezes, distúrbios financeiros e dívidas. Vale ressaltar que o desencadeador desse estresse é a relação com o dinheiro em si não exatamente com a quantidade do que se ganha, se gasta, sobra ou falta.
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As pessoas que sofrem com estresse financeiro costumam apresentar alguns sintomas:
- 1) Ansiedade: preocupação ou desespero sobre a situação financeira, independente da situação patrimonial;
- 2) Falta de economias e reservas financeiras;
- 3) Excesso de dívidas, contas pendentess e inadimplência;
- 4) Falência;
- 5) Conflito sobre dinheiro com familiares, amigos ou colegas de trabalho.
Em março de 2026, o percentual de famílias brasileiras com dívidas atingiu o recorde de 80,4%, conforme levantamento produzido pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) e divulgado no dia 7 deste mês. Dessas famílias, 29,6% estão inadimplentes, quer dizer, com dívidas em atraso, em média de 65 dias. Desses inadimplentes, 12,3% não tem condições de realizar qualquer pagamento de suas dívidas.
O Brasil vive uma realidade preocupante quando o assunto é inadimplência. Mas, mais do que números, são pessoas e famílias pressionadas, sonhos adiados ou enterrados e qualidade de vida comprometida. O estresse financeiro não tratado, assim como outros, tem consequências graves, a longo prazo. Impacta tanto na saúde mental quanto na saúde física. Quadros de ansiedade, depressão e burnout apresentam grande relação com o estresse financeiro, assim como divórcio, baixa produtividade e demissões.
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De outro lado, tratar de forma efetiva o estresse com o dinheiro traz muitos benefícios. Começa pela liberdade de escolha sobre a vida presente, sem comprometer o futuro. Rebeca Toyama, especialista em carreira, comportamento e tendências, sugere começar a praticar os seguintes hábitos:
- 1. Pagar as despesas mensais para não se endividar;
- 2. Ter as finanças sob controle;
- 3. Planejar o futuro, respeitando o orçamento doméstico;
- 4. Fazer escolhas assertivas de produtos financeiros;
- 5. Manter-se atualizado sobre questões financeiras e acompanhar seu balanço patrimonial.
A inadimplência elevada da maioria da população brasileira, causa frequente de estresse, é um sinal claro de que precisa haver uma mudança na forma de lidar com o dinheiro. Não basta conseguir mais crédito, renegociar dívidas, mas fazer isso de forma consciente. Técnicas, como pesquisar preços, fazer cálculos e usar planilhas ou apps são importantes e podem ser melhoradas, mas não bastam para lidar bem com o dinheiro. A transformação começa pela educação financeira que é uma ciência humana, baseada no comportamento para mudar hábitos e, consequentemente, vidas.
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