Agronegócio

Frutas da estação ganham destaque nas feiras rurais de Santa Cruz

Quem passa pelas feiras rurais de Santa Cruz do Sul encontra um cenário típico de verão: bancas coloridas, frutas frescas e variedade de sabores produzidos no interior do município e da região. Na Feira Rural Central, melão, melancia, uva, ameixa, morango, figo, lichia, manga, banana, pêssego e diferentes tipos de cítricos – como laranja e bergamota – estão entre os produtos que ganham protagonismo nesta época do ano, impulsionados pelo clima favorável e a maior procura dos consumidores.

Segundo a presidente da Associação Santa-cruzense de Feirantes (Assafe), Patrícia Nichterwitz, a atual estação concentra grande parte da produção frutífera local. Ela explica que as feiras contam com diversidade porque cada produtor leva aquilo que está disponível em sua propriedade. “Tem melão, melancia, uva, ameixa; morango, ainda em menor quantidade; figo; lichia que está entrando agora; manga, banana, laranja e pêssego. É um pouco de tudo.”

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Neste ano, ao contrário do que se poderia esperar após períoodos de instabilidade climática, a produção foi considerada positiva. Patrícia ressalta que algumas culturas, inclusive, surpreenderam pelo volume. “Teve fruta que produziu mais. A lichia, por exemplo, este ano deu muito”, afirma. “No geral, as frutas estão bem bonitas e doces, porque teve bastante sol e chuva na medida.”

Patrícia Nichterwitz, presidente da Associação Santa-cruzense de Feirantes (Assafe): “No geral, as frutas estão bem bonitas e doces, porque teve bastante sol e chuva na medida”

Entre os produtos que se encaminham para o fim da safra está o morango. Na banca da família de Denise Reimann Kappaun, de Linha João Alves, a produção já diminuiu. Ela explica que a colheita ocorre, em geral, entre os meses de setembro e dezembro.

“Este ano a safra foi menor que a do ano passado. Os morangos ficaram menores, mas bem doces, com gosto bom”, conta. Segundo Denise, nesta reta final a produção é mantida sob sombrite, para reduzir o impacto do sol. Atualmente, a caixinha com 300 gramas de moranguinho é vendida a R$ 12,00.

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Cenário é considerado animador para os produtores

Outros produtores vivem expectativa positiva para os próximos meses. É o caso de Perci Darcisio Frantz, de Linha São Martinho, produtor orgânico certificado. Ele explica que a safra de manga começa no início de março e deve se estender por um período mais longo, mesmo com os desafios impostos pelo clima. “A manga é muito sensível. Tivemos geada, frio e umidade que prejudicaram a florada, mas ainda assim vamos ter produção”, diz.

Frantz também relata perdas significativas em culturas como a banana de 2025, em função da geada, mas aponta recuperação gradual. “Perdi cerca de 70% da banana, mas ela se recupera. A partir de março, a produção começa a normalizar.”

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Atualmente, o quilo da banana orgânica é vendido a R$ 6,00, enquanto o pacote de um quilo de laranja custa R$ 5,00. Com trabalho baseado em agrofloresta, o produtor consegue estender a colheita de cítricos por um período mais longo. Laranja Folha Murcha, Valência e Umbigo, além de diferentes variedades de bergamota, integram o calendário ao longo do ano. “O pessoal gosta muito. A fruta é da época, colhida no ponto certo, sem câmara fria”, destaca.

Embora tenha perdido boa parte da produção de banana, expectativa de Perci Frantz é positiva para os próximos meses | Foto: Inor Assmann

Outra fruta muito procurada neste verão é o melão. Com produção em Linha João Alves, Fabio Daniel Schuck afirma que a safra foi favorecida pelas condições climáticas. “Teve aumento na produção porque o tempo ajudou, deu chuva certinho”, afirma. A colheita deve seguir até o fim de fevereiro ou início de março, dependendo do calor. O quilo do melão sai por R$ 5,00.

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Schuck: resultado maior com chuva no momento certo | Foto: Inor Assmann

Além da oferta, a busca por frutas aumenta nesta época do ano, tanto pelo calor quanto pelo hábito de consumo mais leve. As feiras seguem funcionando em seus horários normais nos bairros e na Feira Rural Central.

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carolina.appel

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