Regional

Inverno começa com alerta para chuva extrema e risco de enchentes no Rio Grande do Sul

O inverno começa às 5h25 deste domingo, 21, e termina no dia 22 de setembro, às 21h05. A estação, caracterizada pela chegada de massas de ar frio e baixa incidência da luz solar, chega sob expectativa de eventos extremos de chuva nos próximos meses. 

Os altos volumes devem se concentrar primeiro em Santa Catarina e no Paraná, mas ao longo do inverno a chuva se estende para quase toda a região Sul, conforme a MetSul Meteorologia. Segundo as análises, a precipitação aumenta mais em agosto e sobretudo em setembro, quando podem ocorrer eventos de chuva excessiva e extrema. 

Ainda há possibilidade de enchentes de médio a grande porte no Rio Grande do Sul, nas bacias do oeste – como Uruguai e Ibirapuitã – e de rios que nascem na Metade Norte, como Jacuí, Taquari, Caí, Sinos e Gravataí. 

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão do Ministério da Agricultura e Pecuária, alerta para chuvas com acumulados de até 100 milímetros acima da média histórica do trimestre no Estado.

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Em relação às temperaturas, os valores médios devem ser inferiores a 22 graus sobre a parte Leste da região Sul. Pode ocorrer formação de geadas e queda de neve nas áreas serranas e nos planaltos.

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El Niño mais intenso nos próximos meses

O evento meteorológico El Niño deve trazer chuva extrema, cheias de rios e temporais severos de vento e granizo. Segundo dados obtidos pela MetSul Meteorologia, os principais modelos climáticos internacionais apontam que o fenômeno pode rivalizar ou superar em intensidade os episódios de 1982 e 1998. As ocorrências climáticas desses dois anos são consideradas algumas das maiores já registradas.

A MetSul Meteorologia explica que, embora aumente o risco de uma nova catástrofe, o retorno do El Niño com intensidade não significa que haverá repetição da enchente histórica de maio de 2024. As grandes cheias dependem da soma de vários fatores atmosféricos em paralelo, que só podem ser avaliados com maior precisão em previsões de curto prazo.

Historicamente, segundo os estudos do Inmet, episódios de El Niño estão associados à redução das chuvas em áreas das regiões Norte e Nordeste, aumentando o risco de estiagens, reduzindo a umidade do solo e impactando os recursos hídricos. Na região Sul, tende-se a registrar precipitações acima da média, o que eleva a probabilidade de eventos de chuva intensa, alagamentos e cheias de rios em algumas localidades. O monitoramento realizado pelo Instituto Nacional de Meteorologia informa o fortalecimento do El Niño até o verão de 2026/2027. 

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Possíveis impactos na agricultura

Se por um lado existe chance de grandes volumes de chuva, por outro não são esperadas temperaturas tão baixas neste inverno. Segundo Flávio Varone, meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, o frio não será tão rigoroso. Varone também coordena o Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS).   

Segundo o meteorologista, a condição de mais umidade favorece as temperaturas um pouco mais altas, o que pode prejudicar boa parte da safra de inverno. “O desenvolvimento de culturas como trigo e cevada pode até acontecer, porém há chance de surgirem doenças fúngicas ao longo do ciclo”, afirma.

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Flávio Varone explica que a ocorrência do El Niño entre agosto e setembro deve causar temperaturas mais elevadas no Rio Grande do Sul. “Caso se confirme com essa intensidade ao longo do segundo semestre no Estado, poderá trazer prejuízos à nossa agricultura.

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Karoline Rosa

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Karoline Rosa

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