O Internacional, de alguma maneira, conseguiu mobilizar o elenco. É verdade que Paulo Pezzolano promoveu ajustes táticos, como o fim dos três zagueiros e a volta de Alan Patrick ao time titular, mas o restante da equipe é bastante semelhante. Essas mudanças, sozinhas, não explicam a melhora apresentada nos últimos jogos.
Sustento há algum tempo a teoria de que falta vontade a diversos elencos e jogadores do futebol brasileiro, e esse parece ser o caso colorado. Seja qual for a explicação, o torcedor está gostando do que vê. A vitória sobre o Corinthians pode representar uma virada de chave para um segundo semestre que, até pouco tempo, parecia dramático.
No Grêmio, a questão da vontade – ou, mais precisamente, da falta dela – é ainda mais perceptível. No primeiro gol do Mirassol, Amuzu voltou trotando e sequer teve a iniciativa de erguer a perna para tentar bloquear o cruzamento. Apesar de ter buscado o empate, o time de Luís Castro continua com enormes dificuldades de marcação, mesmo utilizando três volantes, e de construção, pois não possui um jogador criativo e organizador no meio-campo.
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Minha tese ganha força quando se observa que os novos contratados, sem exceção, entram bem e chamam a atenção pela disposição para competir. É algo recorrente há alguns anos: os reforços chegam com intensidade, mostram vontade e, poucos meses depois, parecem contaminados pela mesma apatia dos que já estavam no clube.
No sábado, 1º, tivemos três jogos pela Copa do Brasil: Vasco x Fluminense, Atlético-MG x Juventude e Santos x Remo, todos terminando em 0 a 0. Assisti um pouco de cada partida e, mais uma vez, fiquei impressionado com a baixa qualidade do espetáculo.
Nível técnico fraco, gramados duvidosos, arbitragem confusa, equipes mal organizadas, pouca disposição para competir e muita vontade de reclamar. É um enorme paradoxo o futebol brasileiro ser tão ruim justamente no momento em que mais investe. Fica a reflexão.
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