Contrato com o consórcio TCS tem sua vigência até fevereiro do próximo ano
A Prefeitura de Santa Cruz do Sul tem um desafio importante pela frente. O número de passageiros do transporte coletivo urbano tem diminuído e isso amplia o impacto na concessionária que atua no setor. Parte do valor é subsidiado pelo Município, no limite de R$ 370 mil mensais, mas, somente em junho, o déficit operacional teve um prejuízo de mais de R$ 100 mil além desse auxílio. A situação, de acordo com o líder do governo na Câmara, Edson Azeredo (PL), pode se agravar.
Em sua fala na tribuna, o vereador projetou para dois anos o colapso do sistema. Isso faria com que o poder público assumisse integralmente o serviço, que é de sua responsabilidade. “Não entendo como os empresários dos ônibus ainda não pararam de trabalhar, pois empresário é número”, comentou. Parte do déficit acumulado, acredita Azeredo, é em função de determinados benefícios concedidos aos usuários e à mudança para os aplicativos de transporte.
Azeredo citou a necessidade de se começar a estudar as alternativas, como a diminuição do tamanho dos veículos e a possibilidade de rever rotas. “Em dois anos vai voltar o transporte público feito pela Prefeitura. Não é viável, mas como está hoje também não é”, alertou. Acrescentou que esse problema também é percebido nas linhas intermunicipais, que têm apresentado redução do número de usuários.
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O contrato da atual concessionária, o consórcio TCS, tem vigência até fevereiro de 2027, tendo sido assinado em dezembro de 2016. “O setor de Planejamento e Mobilidade estuda alternativa para reduzir o déficit”, destacou o secretário Vanir Ramos de Azevedo. Durante a campanha, o prefeito Sérgio Mores (PL) falou sobre a possibilidade do uso de veículos menores, como é feito em outros estados. Outros tipos de veículos e novas formas de interligação de linhas, por exemplo, são objetivos de estudos e análise técnica da Prefeitura.
Segundo a Secretaria de Planejamento e Mobilidade Urbana, a análise do cenário do transporte coletivo e as tratativas com o consórcio TCS são permanentes e têm como objetivo assegurar a manutenção da qualidade do transporte público, promover a modernização do sistema e implementar melhorias que proporcionem mais conforto aos usuários. Assim, espera-se contribuir para conter a redução do número de passageiros e ampliar a utilização do serviço.
No ano passado, a administração municipal anunciou uma série de medidas voltadas ao fortalecimento do transporte coletivo. Entre elas destacam-se a retomada de linhas que haviam sido suspensas durante a pandemia, a modernização do sistema de aquisição de passagens, permitindo que os usuários façam a compra sem necessidade de deslocamento a pontos físicos de venda, a incorporação de dois novos ônibus à frota e a implantação do transporte gratuito em dois domingos de cada mês.
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As demais medidas propostas pelo prefeito, diz o secretário Vanir, também estão sendo objeto de estudos técnicos. Sua eventual implementação deverá ser considerada no processo de renovação do contrato com a concessionária, conforme previsão contratual, ou, alternativamente, no novo processo licitatório, considerando que o primeiro período de dez anos da concessão se encerrará em janeiro do próximo ano.
Além disso, encontra-se em andamento a contratação de pesquisa, a ser realizada pela Associação Pró-Ensino de Santa Cruz do Sul (Apesc), que trará informações acerca da percepção dos usuários sobre o sistema de transporte coletivo. Os resultados fornecerão subsídios para o planejamento e adoção de novas medidas voltadas ao aprimoramento do serviço.
O transporte coletivo, afirma o secretário Vanir Ramos de Azevedo, representa um desafio enfrentado por municípios de todo o País, diante da crescente oferta de alternativas de deslocamento para a população. “Ainda assim, o sistema de Santa Cruz do Sul apresenta um padrão de boa qualidade e deve continuar recebendo investimentos e aperfeiçoamentos que o tornem cada vez mais eficiente, confortável e atrativo”, ressalta.
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O aumento do número de usuários fortaleceria a sustentabilidade econômico-financeira do sistema, criando condições para novos investimentos e a contínua melhoria dos serviços prestados à população. Uma das alternativas é o acionamento de aplicativos. Conforme citou o vereador Alberto Heck (PT), na tribuna, são 800 condutores, entre transporte de passageiros e entrega, somente em Santa Cruz do Sul. O petista entende que é o momento de se aprofundar o debate sobre a possibilidade de implantação da tarifa zero. “Há como buscar subsídios e formas de complementação”, indica.
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