Parque em Rincão Del Rey, no município de Rio Pardo, já exibe muitos dos cultivos que serão vistos pelos visitantes em março. Local também recebe melhorias como a ampliação da parte elétrica e o calçamento no acesso aos pavilhões dos animais
Assim que uma edição se encerra, os preparativos para a próxima começam. Com muito planejamento, empenho e cuidado, as equipes técnicas dão início ao cronograma minucioso de trabalho. É assim que se desenvolvem as lavouras demonstrativas no Parque da Expoagro Afubra, em Rincão Del Rey, no município de Rio Pardo. Por lá, o trabalho é intenso durante o ano todo para que visitantes e expositores possam conferir e demonstrar os melhores resultados.
À frente dos trabalhos há dez anos, o coordenador técnico do parque, Claiton Dutra Teixeira, está otimista para a edição de 2026, que começa dentro de dois meses. “Se formos comparar com o ano passado, neste o clima está mais favorável. Tivemos chuvas periódicas, com bons volumes. E nos breves períodos de estiagem, fizemos uso dos sistemas de irrigação.” Apesar disso, os cuidados precisam seguir. “Nossa preocupação costumeira também é com o vento. Já tivemos situações, em outros anos, de chegar aqui e ver 90% das lavouras de milho deitadas.”
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É em cada lote, aliás, que o tema escolhido para este ano fica evidente: resiliência. Afinal, nada melhor que cada cultura para representar uma parcela daquilo que agricultores enfrentam no dia a dia, em suas propriedades. Por falar nisso, durante a fase de preparativos os colaboradores da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), responsáveis pelos plantios, precisam dominar os diferentes manejos de produções que se multiplicam pelo parque.
“É tabaco, soja, milho, batata-doce, aipim, pastagens, girassol, moranguinho, tomate, cana-de-açúcar, arroz. Uma infinidade de coisas”, afirma Claiton. Entre elas também está uma das mais procuradas para aqueles que desejam uma lembrança fotográfica: os famosos girassóis. “Nós vamos plantar, na próxima semana. Aí precisamos calcular os dias para que, durante a Expoagro, esteja tudo florido”.
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Entre as 40 lavouras de expositores, além das áreas utilizadas pela Embrapa, Emater/RS-Ascar e Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga), por exemplo, são cerca de 4 hectares. Cada uma das lavouras, consideradas laboratórios a céu aberto, procura atender a uma necessidade específica, dentro do que os expositores buscam apresentar. “Todo início de semana nós realizamos vistorias e produzimos relatórios. É uma responsabilidade enorme, mas é uma alegria muito grande ver o dever cumprido, durante o evento.”
Com o tema Resiliência, a 24ª Expoagro Afubra ocorrerá nos dias 24, 25, 26 e 27 de março. Já o lançamento oficial está marcado para o dia 6 de março, pela manhã, no Pavilhão do Espaço do Conhecimento e Inovação no Agro, no parque, em Rio Pardo.
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Enquanto as lavouras demonstrativas ganham forma, pelo parque da Expoagro Afubra outros trabalhos continuam para proporcionar mais conforto aos visitantes. Segundo o engenheiro agrônomo Marco Antonio Dornelles, coordenador-geral da Expoagro Afubra, para este ano, entre serviços de manutenção e melhorias, destacam-se a reforma e a ampliação da parte elétrica; o calçamento no acesso aos pavilhões dos animais (construídos em 2025) e também no acesso pelo estacionamento 2; a subestação exclusiva para o pavilhão da agricultura familiar e o reforço na questão hídrica, com mais um poço artesiano, aumentando o volume de água potável.
Sobre a programação, ela ainda está em construção, junto com entidades e expositores, focando o tema e os pilares propostos. Entre as atrações, no entanto, os visitantes poderão contar com realizações que já são marcas registradas da feira, como o seminário de conservação dos solos e preservação das águas; fórum de diversificação; seminário de turismo rural; o seminário da juventude rural na agricultura familiar; os espaços da Emater e da Embrapa e também o Espaço do Conhecimento e Inovação no Agro, que vai trazer uma ampla programação.
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