Em alusão ao Dia Mundial da Saúde Bucal, celebrado em 20 de março, o município de Santa Cruz do Sul intensifica, ao longo deste mês, as ações de promoção e prevenção por meio do Programa Saúde na Escola (PSE). A mobilização integra o Dia B de Saúde Bucal, promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul.
Durante março, equipes do PSE realizam atividades de educação em saúde bucal e distribuição de kits de higiene para estudantes da rede, com foco especial em escolas do interior e também no público atendido pelos Centros de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).
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Dados do levantamento epidemiológico realizado em 2024 com escolares de 5 e 12 anos indicam que, de forma geral, o município apresenta índices melhores do que a média nacional e da região Sul. Entre as crianças de 5 anos, cerca de 70% estão livres de cárie — um avanço significativo em relação a 2018. Ainda assim, 30,58% já tiveram dentes afetados pela doença, sendo que, na maioria dos casos (81%), esses dentes não receberam tratamento.
A coordenadora do Programa Saúde na Escola (PSE), cirurgiã-dentista Denise Henriqson, destaca a importância de dar visibilidade ao tema e de fortalecer ações integradas entre saúde, educação e comunidade. Segundo ela, os avanços observados refletem um esforço coletivo ao longo dos anos, mas também evidenciam a necessidade de ampliar o acesso ao cuidado, especialmente para públicos mais vulneráveis. “Os resultados mostram que a saúde bucal vem sendo cada vez mais valorizada, com maior adesão a hábitos de higiene e estilos de vida saudáveis. Ao mesmo tempo, reforçam a importância de garantir condições e acesso para que todas as pessoas possam fazer escolhas mais saudáveis”.
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O estudo também aponta desigualdades: crianças da zona rural apresentam quase o dobro de dentes com experiência de cárie em comparação às da área urbana. Além disso, problemas de oclusão, como a mordida aberta — frequentemente associada ao uso prolongado de chupeta ou ao hábito de chupar o dedo — atingem cerca de 18% dessa faixa etária.
Entre os adolescentes de 12 anos, aproximadamente 63% nunca tiveram cárie nos dentes permanentes. No entanto, 36,85% já apresentam histórico da doença. Embora 86% relatem escovar os dentes duas ou mais vezes ao dia, a presença de placa bacteriana foi identificada em 53% dos avaliados, indicando falhas na qualidade da higiene.
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Outro dado que chama atenção é a presença de Hipomineralização Molar Incisivo (HMI) em 8% dos jovens, condição que causa manchas nos dentes e pode levar à maior fragilidade e sensibilidade, exigindo acompanhamento odontológico precoce.
O levantamento ainda revela pontos críticos, como a baixa adesão ao uso do fio dental — 67% das crianças de 5 anos e 40% dos adolescentes de 12 não utilizam o recurso — e a demora na busca por atendimento odontológico. Em cerca de 4% dos casos, a cárie já atingiu o canal do dente, podendo provocar dor intensa e complicações mais graves.
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