O ano acabou, mas é importante fazer uma avaliação do que passamos. No campo político municipal, Santa Cruz do Sul viveu um período mais tranquilo. Houve um ou outro momento de mais tensão, sobretudo dentro da Câmara de Vereadores e na relação com o Executivo, mas tudo dentro da normalidade e logo resolvido. O Legislativo teve pelo menos três situações que passam a fazer parte da história santa-cruzense.
A mais emblemática foi a assinatura do contrato com a CJ Empreendimentos LTDA., de Carazinho, para a construção da sede própria. O ato na terça-feira, dia 30, foi coordenado pela presidente Nicole Weber Covatti (PP). A solenidade, realizada no terreno onde ficará o prédio, na Rua Marechal Deodoro, contou com a presença de Ilário Keller (PP), que estava no princípio do debate sobre ter um espaço próprio da Câmara, quando liderou a Casa. Outros parlamentares também acompanharam. A obra levará três anos para ser concluída, com investimento superior a R$ 19 milhões.
As outras duas situações são o recorde de votação de projetos – somente na última sessão foram 38 – e a devolução, de forma antecipada, de R$ 5 milhões para a Prefeitura. Esse retorno foi fundamental para equilibrar as contas em outubro na Saúde, período em que o Município estava com dificuldade para honrar seus compromissos na secretaria.
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O debate empregador/trabalhador, quando a principal demanda é o reajuste salarial, geralmente é tenso. Se isso for no serviço público, fica ainda mais complexa a negociação. Os servidores pedem mais, porque os volumes de recursos nos cofres são bem altos e transparentes, e porque merecem. Do outro lado tem o gestor, que deve pensar na folha e mais uma série de informações para chegar ao fim do ano tendo condições de honrar todos os compromissos.
O prefeito Sérgio Moraes (PL) não fugiu desse debate. Depois de reuniões com representantes sindicais, e diante da possibilidade de não ter aprovada a contraproposta do Executivo, na assembleia para votar a recomposição, foi ao encontro do funcionalismo e explicou a situação. Conseguiu a aprovação da sua proposta. Já adiantou que, neste ano, irá novamente, mesmo que isso represente uma vaia (assim falou em entrevista à Rádio Gazeta).
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Os vereadores de Santa Cruz do Sul estão em recesso. Isso não quer dizer que estejam parados. Bem pelo contrário. Mais do que em outras ocasiões, agem de forma fiscalizadora. Alberto Heck (PT) nos encaminhou, outro dia, fotografia que mostra esgoto a céu aberto na Avenida Senador Alberto Pasqualini – a rede foi instalada, mas não conectada ao sistema e moradores fizeram suas ligações, o que obriga caminhão a fazer a coleta diária. Professor Cleber (União Brasil), em companhia da Brigada Militar, esteve no Pronto-Atendimento do Hospital Santa Cruz para denunciar a lentidão – houve momentos de espera superior a quatro horas.
Nos últimos dias do ano, Raul Fritsch (Republicanos) trouxe à tona denúncia sobre a infraestrutura do Caps AD, da Fernando Tatsch. Segundo ele, profissionais relataram, no primeiro semestre, falta de condições de trabalho, com registros de choques elétricos e até um acidente, que levou paciente para atendimento hospitalar. O secretário Rodrigo Rabuske acompanhou o vereador na visita ao local.
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Muito fala-se, em relação às eleições de outubro, na possibilidade de uma terceira via como alternativa à polarização raivosa que tem dominado os últimos pleitos. O especialista em política e dirigente do Instituto Methodus, José Carlos Sauer, disse que essa possibilidade é bem remota. Somente se tornaria possível caso um dos lados perca força ou se divida. Daí, como forma de evitar que o outro lado vença, ocorre uma aproximação inusitada. Foi o que aconteceu com Eduardo Leite (PSD) na última eleição. Não querendo Onyx Lorenzoni, a esquerda abraçou Leite. Esquerda, direita ou terceira via, o importante é que tenhamos um ano sem batalhas físicas. Os debates respeitosos devem ficar restritos às ideias.
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