Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua equipe devem querer esquecer a última semana de abril. Estavam empolgados com a chegada do 1º de maio e a possibilidade de reforçar a defesa pela derrubada da escala de trabalho 6×1, quando o Congresso Nacional fez o governo murchar.
A primeira pancada foi histórica. O Senado, mesmo após a aprovação da Comissão de Constituição e Justiça, negou o nome indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF). Jorge Messias é o primeiro a passar por essa situação nos últimos 132 anos. E olha que nomes bem mais alinhados ao Palácio do Planalto já foram aprovados, como Flávio Dino e Cristiano Zanin – e não adiantou despejar dinheiro em emendas. Messias foi o bode expiatório. O ataque evidente foi ao presidente. Faltou para Lula o ajuste com o comando da Casa Alta, David Alcolumbre (União Brasil-AP).
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No dia seguinte veio o segundo baque. A Câmara e o Senado derrubaram o veto presidencial ao projeto da dosimetria, criado como mecanismo, sobretudo, para diminuir as penas atribuídas aos condenados em função dos ataques do dia 8 de janeiro de 2023 aos prédios dos três poderes, em Brasília. Mais uma vez, Alcolumbre agiu e retirou do debate a parte que permitiria a dosimetria para quem cometeu crime hediondo, estupro, feminicídio e outros tipos. Dessa forma, derrubar o veto ficou fácil para os senadores.
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Foi aprovado na Câmara de Encruzilhada do Sul nesta semana o projeto que possibilita o pagamento de auxílio-alimentação para os vereadores. O benefício de R$ 863,46 será pago aos parlamentares que apresentarem a solicitação. Apenas três dos 11 votaram de forma contrária; Cristina Boni, Genilson Secco e Pedro Lúcio Silveira. Os dois primeiros afirmaram, ao apresentar seu voto pela desaprovação, que não concordam e não irão solicitar.
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Pedro entende que, pelo fato de ter sido aprovado, é um adicional ao trabalhador e como trabalhador, deve fazer o pedido. Genilson chegou a dizer que se algum vereador acha que ganha pouco, deixe o seu lugar para o suplente. A polêmica está lançada, sobretudo porque o Município tem atuado com o caixa enxuto. É claro que o recurso é do duodécimo, ou seja, do que cabe ao Legislativo.
A entrevista do suplente de vereador Henrique Hermany na sexta-feira, 24, na Rádio Gazeta FM 107,9 repercutiu na sessão da Câmara segunda-feira, 27. Hermany chamou o líder do governo, Edson Azeredo (PL), e a vereadora Nicole Weber Covatti (PP), de covardes por terem optado pela abstenção na votação do parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre as contas da gestão Helena Hermany/Elstor Desbessell em 2023.
A resposta veio em alto tom. Azeredo chamou Hermany de “canalha” ao utilizar a tribuna. A sessão também teve polêmica com a negativa da liderança do PP – Ilário Keller – para colocar projeto da Educação em regime de urgência. Após interrupção da sessão e diálogo, o assunto foi à votação e teve aprovação na Casa.
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