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Um privilégio e um orgulho

Sob diferentes pontos de vista, ou a partir de variados critérios, não há dúvida de que se deve considerar Santa Cruz do Sul uma cidade muito, mas muito privilegiada. A cidade, e o município também. Isso se evidencia nos aspectos social, econômico, cultural, e no final de tudo se resume a qualidade de vida. O sabem os que aqui moram ou atuam, e o expressam os que a visitam, em breves ou longas temporadas.

O que a comunidade de Santa Cruz fez, construiu, concretizou, ao longo de anos e décadas, é diferenciado, dentro e fora do país. E não apenas construiu: também zelou por isso. Em todas as situações, até mais importante do que construir é zelar, preservar. De nada adiantaria erguer a Catedral se ela, por descuido, ruísse. De nada adiantaria implantar um Túnel Verde se em anos ele fosse dizimado. De nada adiantaria demarcar um Cinturão Verde, de inegável valor ambiental e urbanístico, se ele, por interesses particulares ou pontuais, fosse devastado, penalizando toda a coletividade.

Assim, Santa Cruz não só soube construir, como soube (e precisa saber) cuidar. Tanto os patrimônios foram cuidados que hoje eles são isso: patrimônios. E, é claro, quando se trata de “patrimônios”, haverá alguém que espiche o olho para eles, com fremente interesse em explorar indiscriminadamente um bem coletivo, o que beneficiava uma comunidade inteira. A olhar-se o grande mundo, não escaparão centenas, milhares de situações em que algo que era bem coletivo foi dizimado por interesses diversos.

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Onde havia cultura, natureza e qualidade de vida por vezes aparece algo que é, basicamente, o contrário disso. E, no final das contas, resta apenas mais do mesmo, em uma escala de dar dó. De mais do mesmo, convenhamos, o mundo está cheio; ninguém quer mais do mesmo (ainda mais se ele se mostra claramente insustentável). Santa Cruz, hoje, definitivamente, (ainda) não é mais do mesmo. É especial, quase única. Que assim permaneça.

Entre todos os aspectos que diferenciam Santa Cruz está essa situação ambiental que ainda a torna um lugar muito bom para viver: arborizada, segura. Exatos dois anos desde a terrível enchente de 2024, se isso não for prioridade absoluta, o que mais poderia ser? E entre os diferenciais locais está ainda um que remete à data que se comemorou nessa sexta-feira, 1º: o Dia do Trabalho. No que tange à geração de empregos, Santa Cruz não foi, não é e pelo visto nunca será… mais do mesmo. Basta conferir os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta semana, referentes a março, que o jornalista Marcio Souza analisou em reportagem na Gazeta do Sul de quinta-feira, 30.

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Santa Cruz liderou, de forma absoluta, a geração de vagas em todo o Estado. Entre 497 municípios gaúchos, é Santa Cruz que está no topo no acumulado do ano, com 5.889 vagas formais. Tal número, reparem, corresponde à população inteira de dezenas de outros municípios.

Ninguém duvidaria que a indústria do tabaco é a responsável direta por isso. Entre dezenas, centenas de setores da economia, um, apenas um, tem tamanho peso, tamanha capacidade de estabilidade e resiliência. Esses números não são de agora. Entra ano, sai ano, oscile ou não a economia, lá está a indústria do tabaco gerando vagas. Que se traduzem em renda per capita e qualidade de vida, no campo e na cidade, e logo adiante explica muito de que essa cidade tanto se orgulha. Bom fíndi, este primeiro fíndi de maio!

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Carina Weber

Carina Hörbe Weber, de 37 anos, é natural de Cachoeira do Sul. É formada em Jornalismo pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e mestre em Desenvolvimento Regional pela mesma instituição. Iniciou carreira profissional em Cachoeira do Sul com experiência em assessoria de comunicação em um clube da cidade e na produção e apresentação de programas em emissora de rádio local, durante a graduação. Após formada, se dedicou à Academia por dois anos em curso de Mestrado como bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Teve a oportunidade de exercitar a docência em estágio proporcionado pelo curso. Após a conclusão do Mestrado retornou ao mercado de trabalho. Por dez anos atuou como assessora de comunicação em uma organização sindical. No ofício desempenhou várias funções, dentre elas: produção de textos, apresentação e produção de programa de rádio, produção de textos e alimentação de conteúdo de site institucional, protocolos e comunicação interna. Há dois anos trabalha como repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações, tendo a oportunidade de produzir e apresentar programa em vídeo diário.

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