Representantes da comunidade, integrantes da Câmara e da concessionária discutiram os problemas no abastecimento. Foto: Vanessa Behling
Um grupo de moradores dos bairros Renascença e Germânia reuniu-se, nessa sexta-feira, 6, com o gestor de Relações Institucionais da Corsan, André Finamor, e o presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Cruz do Sul (Agerst), Fábio Roberto Azevedo. O encontro, realizado no Plenarinho da Câmara Municipal, foi intermediado pelo vereador Raul Fritsch (Republicanos).
A comunidade apresentou queixas sobre a interrupção no abastecimento ocorrida nos dias 17 e 18 de janeiro. Segundo relatos, em algumas residências, a água demorou mais de 48 horas para retornar.
Fritsch afirmou que o objetivo da reunião foi buscar justificativas da companhia e garantir a fiscalização da Agerst. “Cobra-se agilidade. O tempo de espera gerou revolta. É inadmissível que quem paga a conta em dia não receba um serviço bem prestado”, enfatizou.
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O representante da Corsan explicou que, no dia 17 de janeiro, a concessionária Rota de Santa Maria danificou uma rede de grande diâmetro na RSC-287. O conserto durou cerca de oito horas e enfrentou dificuldades técnicas e climáticas. “A demora ocorreu porque houve uma ruptura causada por terceiros. Logo após o primeiro reparo sob chuva, a rede rompeu novamente, desta vez na Rua João Kist Sobrinho. Isso causou a oscilação no sistema”, justificou Finamor.
O problema afetou os bairros Independência, Renascença e Novo Horizonte/Germânia. Ele ressaltou, no entanto, que a instalação recente de um reservatório de 70 mil litros no Renascença beneficia 2 mil pessoas.
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Fiscalização e prazos
O presidente da Agerst, Fábio Azevedo, informou que a agência possui um processo aberto para verificar se a justificativa técnica da Corsan procede. “A companhia foi notificada e tem 15 dias para responder oficialmente. O caso será julgado pela fiscalização e pelo conselho da agência.”
Vazamentos recorrentes
Outro ponto levantado pelos moradores é a frequência de vazamentos. No Bairro Germânia, um vazamento na Rua Oscar Hugo Martins foi identificado. É o quinto registro no mesmo local neste ano.
Finamor esclareceu que o sistema de alertas da companhia identifica apenas grandes variações na rede geral, e não casos pontuais. “O rompimento de adutoras pode ocorrer por problemas de operação ou desgaste natural, já que a tubulação do município é antiga”, disse. Reforçou a necessidade de que os usuários registrem protocolos imediatamente ao detectar falhas.
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