Foto: Luciana Jost Radtke
O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcílio Drescher, avaliou, em entrevista para a Rádio Gazeta 107,9 FM, a negociação do preço do tabaco, safra 2025/2026, concluída na sexta-feira, com assinatura de protocolo com a JTI.
O acordo estabelece reajuste linear de 7,06% para todas as classes da variedade Virgínia e de 6,56% para a variedade Burley. Com isso, a JTI passa a operar com o valor do BO1 a R$ 25,01 o quilo, a R$ 375,15 a arroba no Virgínia. Já no B1, a R$ 22,43 por quilo e a R$ 336,46 no Burley.
LEIA TAMBÉM: Área de arroz plantada no Estado recua 8% na temporada 2025/26
Publicidade
Marcílio Drescher acredita que não haverá uma nova rodada de negociação. “Algumas empresas ainda estão prevendo fazer alguns reajuste, que são as de menor porte, que normalmente vendem tabaco para empresas maiores. Aí dependem desse índice oferecido pelas maiores para que possam determinar seu preço. Mas, chegamos a um acordo com a JTI”, diz.
O presidente ainda celebrou o ajuste, mas lamentou não ter vindo acompanhado de um ganho real para o produtor. “No ano passado tivemos um aumento real além do custo de produção. Este ano pelas consequências de análise de mercado, que as empresas fizeram, suas justificativas, ficou no parâmetro de custo de produção e a grande maioria menor”, reforça.
LEIA TAMBÉM: O olhar do produtor: sucessão em outra propriedade
Publicidade
Ele ainda destacou que as reuniões de alinhamento de valor geralmente são de difíceis negociações, pois cada empresa tem sua situação individual, com custos diferentes na produção da região de cultivo, mão de obra e diferentes tecnologias. Mas, o presidente entende que independente da situação, o custo precisa ser reposto para a estabilidade de renda para o produtor.
QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!
Publicidade
This website uses cookies.