Rio Pardo

Nova plataforma dá acesso a mais de 60 mil documentos históricos de Rio Pardo

A história de Rio Pardo, uma das mais antigas do Rio Grande do Sul, está agora apenas a um clique de distância. Na tarde dessa terça-feira, 9, a Associação de Amigos do Solar Almirante (Aasa) lançou o projeto “Digitalizando e compartilhando a História de Rio Pardo”, iniciativa que resultou na digitalização, preservação e disponibilização de 60.198 documentos do Arquivo Histórico Municipal. O local sediou a cerimônia e conta com uma mostra com itens inclusos na iniciativa.

O material disponível abrange mais de dois séculos da trajetória do Vale do Rio Pardo, preservada em atas, correspondências, registros cartoriais, fotografias, livros e manuscritos. Inicialmente a meta era digitalizar 15 mil itens, mas os trabalhos, realizados pela empresa MétoDoc, foram três vezes superiores ao previsto.

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A presidente da Aasa, Patricia Boeira da Fontoura, explicou que o objetivo do projeto era preservar e proteger documentos frágeis que estavam se deteriorando e agora poderão ser acessados de maneira democrática.

Para ela, o arquivo tornou-se um dos acervos mais importantes do Rio Grande do Sul, retratando 200 anos da história regional. “É a realização de um sonho. Não estamos contando apenas grandes acontecimentos, mas histórias anônimas que ajudaram a formar a comunidade”, salientou.

O projeto, segundo Patrícia, teve origem no trabalho desenvolvido pela associação desde a fundação, em 2019. Criada para preservar e restaurar o Solar do Almirante, a entidade passou a ampliar sua atuação para iniciativas culturais e valorização da memória regional. “Sabíamos da importância de guardar essa história e salvá-la. São documentos muito antigos e valorosos”, ressaltou.

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Patricia Boeira da Fontoura

Os trabalhos começaram em agosto de 2025. A equipe da MétoDoc atuou diretamente no Arquivo Histórico Municipal, a partir da preparação, captura digital e organização dos documentos, concluindo em fevereiro deste ano. Conforme o diretor da empresa, Rodrigo Vogt, o acervo rio-pardense apresentou um desafio singular diante da abrangência temporal. “Com 200 anos de história, foi o nosso primeiro projeto desse porte. É um material que exige equipamentos e técnicas específicas para preservação.”

Para saber

Fundada em 2019, a Associação de Amigos do Solar Almirante (Aasa) foi idealizada por um grupo de pessoas motivadas pela preocupação em preservar o patrimônio arquitetônico, histórico e cultural do Solar do Almirante Alexandrino. Considerado o imóvel registrado mais antigo de Rio Pardo, datado de 1790, ele se encontrava em estado de abandono e deterioração. 

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Além do restauro e manutenção do Solar, a associação passou a ser pensada como um espaço para promoção da cultura, organizando eventos para a comunidade. Mais tarde, deu início ao projeto Digitalizando e compartilhando a História de Rio Pardo, que resultou na digitalização de 60.198 documentos.

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Lavignea Witt

Me chamo Lavignea Witt, tenho 25 anos e sou natural de Santiago, mas moro atualmente em Santa Cruz do Sul. Sou jornalista formada pela Universidade Franciscana (UFN), pós-graduada em Jornalismo Digital e repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações.

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