O primeiro dia de operação do novo sistema de estacionamento rotativo em Santa Cruz do Sul foi marcado por dúvidas, críticas e sugestões dos usuários. A proposta, que tem como objetivo melhorar a ocupação das vagas em 45 quadras na área central, entrou em funcionamento nessa segunda-feira, 4.
Em meio às mudanças, as opiniões foram as mais diversas. A vigilante Andrea Pereira da Silva, de 39 anos, relatou dificuldades para usar o sistema, especialmente devido à falta de informações a respeito do funcionamento. Ela sugeriu a divulgação de mais conteúdos orientando sobre o recurso, com um guia em vídeo, e demais informações para facilitar o uso. “Eu fiquei com bastante medo de ser multada”, afirmou.
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Para a bióloga Alessandra Corrêa Meyer, de 58 anos, o primeiro dia foi “frustrante”. Ela tentou repetidas vezes fazer o pagamento com cartão no parquímetro, mas sem sucesso. “Simplesmente não conectava”, contou.
Outros cidadãos, que preferiram não se identificar, informaram problemas semelhantes. Um deles demonstrou dificuldade em efetuar o pagamento por Pix. “Imagina quem não está acostumado com a tecnologia, como irá conseguir?”, apontou.
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Profissionais do Rapidinho que circulavam pelas ruas centrais disseram que as principais questões foram sobre o pagamento e dúvidas quanto ao uso do aplicativo. Um veículo equipado com câmeras percorreu as áreas demarcadas para identificar se havia ocupação irregular das vagas.
No entanto, a iniciativa também recebeu elogios. O motorista de aplicativo Marciel Roni, de 42 anos, afirmou que a implementação da Área Azul Digital veio para tornar o processo mais prático, especialmente por causa do aplicativo. “Achei bem tranquilo”, frisou.
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Morador de Monte Alverne, Derli Renato Hirsch, de 53 anos, considerou que o novo sistema é acessível. Na avaliação do profissional em monitoramento, ficou mais fácil estacionar no Centro diante da mudança. “Sempre tive muita dificuldade, precisava rodar bastante. O novo formato veio para contribuir.”
Ele não é o único: Airton Gilmar Bauer, de 70 anos, percebeu que havia mais vagas disponíveis nas ruas centrais na tarde dessa segunda-feira. Ele sugeriu, no entanto, que mais profissionais estejam nas ruas para orientar os condutores e esclarecer as principais dúvidas. “Se veio para melhorar, é muito bom”, acrescentou.
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Em nota, o secretário de Planejamento e Mobilidade Urbana, Vanir Ramos de Azevedo, afirmou que o primeiro dia de operação do novo sistema de estacionamento rotativo transcorreu com “relativa tranquilidade”. Segundo ele, os usuários estão em processo natural de adaptação ao modelo e aos procedimentos adotados, o que é esperado em situações dessa natureza.
O Município acompanhou e apontou que o aplicativo e as demais formas de pagamento operaram normalmente ao longo do dia. Conforme Azevedo, eventuais inconsistências pontuais poderão ser avaliadas de forma mais detalhada pelo Consepro, diante do elevado fluxo de acessos registrado nesse início de operação.
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O secretário acrescentou que o Município seguirá monitorando a execução do serviço durante toda a semana, no intuito de identificar oportunidades de aprimoramento e garantir o funcionamento. Um relatório mais completo quanto ao desempenho do sistema será elaborado após a análise dos dados desta primeira semana de operação. “De forma preliminar, foi possível perceber maior disponibilidade de vagas nas áreas abrangidas”, ressaltou.
O horário do rotativo será de segunda a sexta-feira, das 9 horas às 18 horas. Aos sábados, o horário de funcionamento será das 9 horas às 13 horas. O aplicativo Sigapay está disponível para dispositivos Android e iOS. Por ele, o usuário pode inserir créditos diretamente vinculados à placa do veículo.
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A partir da ocupação da vaga, o condutor tem isenção de 15 minutos para regularizar a permanência. Nesse período, poderá adquirir o tíquete por diferentes canais, como aplicativo, parquímetros, totens de autoatendimento ou pontos de venda credenciados. Os valores são de R$ 1,50 (30 minutos), R$ 2,50 (60 minutos), R$ 3,75 (90 minutos) e R$ 5,00 para o prazo máximo de 120 minutos.
Após esse intervalo, caso não haja regularização, o sistema identifica automaticamente a situação e gera um Aviso de Cobrança de Tarifa (ACT), no valor de R$ 25,00. O condutor tem prazo de até dez dias para a regularização antes de o ACT virar uma infração de trânsito.
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