Estamos em mês de eventos de enorme apelo popular. Por um lado, em nível mundial e com envolvimento sempre vigoroso do Brasil, ocorre a Copa do Mundo de Futebol, que a cada vez, mesmo quando se acha que será mantida uma distância maior, magnetiza as atenções por toda parte. De outro, acontecem as populares festas juninas, onde nosso País tem uma forte tradição e em nossa comunidade ganham um renovado engajamento.
A Copa, que se desenrola a cada quatro anos, desde 1930 (só não aconteceu em 1942 e 1946 devido à 2ª Guerra Mundial), está promovendo a integração de mais países, e mesmo os que não têm tanta tradição no esporte, pela atração que exerce nos mais diversos aspectos. Basta ver o clima de festa que cria nos locais dos jogos e nos países que participam, em particular o nosso (o único que esteve em todas as 23 edições e detém o maior número de conquistas de campeão, por cinco vezes).
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Mesmo quem não tem tanto interesse pelo esporte acaba se ligando de uma forma ou outra ao evento, com os encontros e as concentrações de amigos e familiares, envolvendo todos – adultos e crianças, e a ampla e onipresente divulgação que gera, despertando a atenção geral. É bonito de se ver os ambientes formados e decorados, a alegria motivada (ou não), a torcida por sua equipe e por outras, a curiosidade por conhecer mais de outras nações, a integração possibilitada ao lado da competição, indo ao encontro de um dos seus propósitos de “transmitir valores de paz e universalismo”, em vez das universais e detestáveis guerras.
E assim, quando ocorrem por todo o país as festas populares como as juninas, relacionadas a santos, em particular São João, evocam-se novamente os saudáveis e felizes encontros proporcionados entre pessoas e famílias, e mais uma vez com forte apelo para as crianças. Trata-se de festividades antigas, trazidas pelos colonizadores portugueses, que reverenciam tradições inicialmente pagãs, depois incorporadas pelo cristianismo, de gratidão pelas colheitas e de ritos como fogueiras para afugentar males, celebrando sobretudo a alegria e comunhão de pessoas.
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Em nossa comunidade, o festejo ganha uma conotação especial, dado que o padroeiro de Santa Cruz do Sul é oficialmente São João Batista, considerado o maior dos profetas e o precursor de Jesus Cristo. O nome já foi dado desde o início da colonização por alemães em meados do século 19, com a denominação de Colônia São João de Santa Cruz, depois povoação, freguesia e vila com esse nome, sob forte influência do clero católico no período do Império, em que Estado e Igreja atuavam juntos. E o padroeiro continuou presente na Paróquia da Matriz e depois Catedral Diocesana, até que chegou a ser oficializado por lei municipal (Número 2.896, de 26 de junho de 1996).
Dessa forma, tendo São João como Padroeiro Oficial do Município e seus festejos incluídos no seu Calendário de Eventos, sem dúvida, a comunidade local tem motivos de sobra para festejar bem este período. Inclusive reforçou-se neste ano um movimento, integrando a paróquia e a prefeitura, para que fosse ampliada a sua abrangência, com resposta positiva da comunidade. A respeito, a paróquia da Catedral evidenciou: “Mais do que um reconhecimento legal, a escolha expressa uma tradição de fé que atravessa gerações e permanece viva na história e na caminhada do nosso povo”.
Seja no futebol, na igreja, nos mais diversos espaços de convivência, sempre é alvissareira a união e celebração entre as pessoas, desde os mais novos aos mais velhos. Quando soubermos conviver em paz e harmonia com os mais próximos, mesmo competindo, mostraremos maturidade e a condição digna de sermos chamados de humanos feitos à semelhança de Deus.
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