Santa Cruz do Sul

O recomeço dos atingidos pelas enchentes: programa oportuniza novos lares a santa-cruzenses

Desde o dia 10 de outubro de 2025, Lidio Alfredo Breunig vive um recomeço. “A sensação acho que é como ganhar na loteria”, diz o safreiro. Entre as situações mais difíceis enfrentadas no decorrer da vida, uma delas foi vivenciada em maio de 2024. Naquele dia, o santa-cruzense saiu para trabalhar, mas voltou diante da notícia: a casa, nos altos da Rua Gaspar Silveira Martins, estava interditada devido a problemas no terreno, ocasionados pelo volume de chuvas.

Naquela ocasião, pela primeira vez Lidio sentiu a dor de ficar sem o próprio teto. Do geminado adquirido em abril de 2021 ao sonho interrompido sem aviso prévio. Na dificuldade, encontrou amparo provisório na morada da noiva, em Linha Santa Cruz. E foi no mesmo bairro que ele teve a chance de começar tudo outra vez, justamente no berço da cidade. “Eu estava sem saber o que fazer. Isso aqui veio como um prêmio.”

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A loteria a que se refere é o Programa Minha Casa Minha Vida – Reconstrução, do governo federal, que oportunizou a compra assistida aos que tiveram imóveis comprometidos pelas consequências das enchentes que completam dois anos em 2026. Somente em Santa Cruz do Sul, 50 famílias já foram beneficiadas e experimentam a tranquilidade de um novo lar.

Auxílio necessário em meio à dificuldade

Na época em que as águas assolaram diferentes municípios gaúchos, em Santa Cruz a Defesa Civil registrou pouco mais de 80 famílias que tiveram suas casas comprometidas. Destas, 50 já foram assistidas pelo programa Reconstrução, enquanto outras ainda aguardam a assinatura do contrato com a Caixa Econômica Federal, embora o programa tenha se encerrado no fim do ano passado.

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Conforme a coordenadora de programas habitacionais da Secretaria Municipal de Habitação, Caroline Carvalho da Silva, que auxiliou na intermediação, alguns interessados não puderam usufruir do benefício por não se enquadrarem nos pré-requisitos, como renda familiar e outros imóveis próprios.

Daqueles que puderam ser contemplados com o programa, Caroline cita o sentimento de gratidão presente em todos os envolvidos no processo. “É uma imensa satisfação por termos contribuído e ajudado essas pessoas a ter um novo lar depois da calamidade. É voltar a viver com dignidade”, ressaltou.

Saiba mais

O Programa Minha Casa Minha Vida – Reconstrução oportunizou meios de aquisição de moradias a famílias que tiveram sua casa destruída ou interditada definitivamente, em razão dos eventos que levaram à decretação do Estado de Calamidade pública no Rio Grande do Sul. Para que pudessem ser adquiridos, os imóveis deviam estar localizados em áreas que não foram impactadas, com valor de venda de até R$ 200 mil.

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