Romar Beling

Para libertar de novo a américa

Uma das competições mais importantes do futebol em escala global é a Libertadores da América. Essa tão cobiçada taça, que Grêmio e Internacional já levantaram, de fato homenageia líderes que, em diferentes momentos e cenários, atuaram para independer seus países ou suas regiões do jugo europeu. As referências mais diretas são San Martín e Simón Bolívar, mas se pode igualmente lembrar de dezenas, centenas que se empenharam em favor da autonomia.

Em tempos de Copa do Mundo, e num final de semana em que o Brasil estreia nessa competição contra o Marrocos, ao final desse sábado, 13, lembrar da relação entre o esporte e as lutas por justiça e pela identidade pode ser oportuno. E um livro do escritor e jornalista argentino Alejandro Droznes, natural de Buenos Aires, chega como leitura prazerosa e instrutiva. Libertadores da América, em tradução de Luis Reyes Gil, é lançamento da editora Pinard, em 256 páginas, a R$ 99,90.

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Em dez textos, num misto de crônica e pesquisa, Droznes viaja de Guayaquyil a Potosí, de Caracas a São Paulo, de Assunção a Madri para dimensionar o que a competição chamada Libertadores da América pode nos ensinar sobre geopolítica, no passado e nos dias atuais.

Em uma América Latina sempre convulsionada e sacudida por jogos de poder e interferências externas, veladas ou nem tanto, a certa altura se identifica que a corrupção nos bastidores é bem mais eficiente que os dribles ou os gols de placa nos gramados. Até que ponto seguimos precisando de Libertadores, isso cada um pode julgar, dia a dia, enquanto assiste a um jornal televisivo ou ouve um discurso de campanha eleitoral.

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Romar Behling

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