Quase um século se passou, e o mundo não a esquece. Pudera, talvez seja melhor mesmo não esquecê-la, diante do nebuloso e turbulento cenário contemporâneo. O abalo sísmico provocado pela quebra da Bolsa de Nova York na reta final da década de 1920 mudou, para sempre, a ordem das coisas no planeta. Quase todos se deram mal. É o que mostra livro que vai chegar às livrarias brasileiras no próximo dia 15. 1929: por dentro da maior crise da história de Wall Street é de autoria do jornalista Andrew Ross Sorkin, com tradução de Berilo Vargas, Pedro Maia Soares e Laura Motta, em 699 páginas, a R$ 99,90.
De certo modo, surpreende que tenha demorado tanto para que uma das maiores hecatombes financeiras fosse abordada ou investigada com olhar a um tempo crítico e de contextualização. Foi preciso que a data de um século desde a quebra se aproximasse para, enfim, ser sistematizada em uma obra de fôlego. Ainda mais diante do panorama de desequilíbrios que se testemunha na cena global da atualidade, uma ameaça para organismos e instituições.
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Não por acaso, a obra de Sorkin tornou-se o best-seller número 1 do jornal New York Times, salientando o apelo do tema. O autor, nova-iorquino de 49 anos, edita uma coluna de negócios nesse veículo. Em 2010 ele lançara Too bif to fail (Grande demais para quebrar), no qual analisou a atuação de líderes que se mobilizaram para salvar a economia norte-americana em meio ao colapso de 2008. Resta saber se daquela experiência resulta estratégia para contornar o atual abalo, em meio a tarifas que convulsionaram o oceano dos negócios. Quem seguirá grande o suficiente para suportar?
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