Estava chegando em casa dia desses e, ao fechar o portão da garagem, alguém chamou do lado de fora. Surpreso, porque não havia visto ninguém na rua, perguntei quem era. A pessoa anunciou que estava vendendo … (bem, isso não vem ao caso, para não ser indiscreto com quem quer que seja).
Agradeci, falei que não estava precisando, que nem usava, e desejei um bom dia. A pessoa foi embora, mas me deixou intrigado. Será que fiz a coisa certa? – fiquei me questionando. Quem sabe deveria ter comprado algumas unidades e agora não estaria me autocensurando por ter negado uma ajuda?
Tratei de me justificar para mim mesmo. Por que compraria algo que não necessito, de quem não conheço e cuja procedência ignoro por completo? Verdade! – me absolvi.
Preciso deixar claro que não tenho nada contra pessoas que tentam ganhar a vida honestamente vendendo seja lá o que ou onde for. Estou usando este episódio real para ilustrar que no mundo virtual isso acontece todos os dias, a qualquer momento.
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Sim, a nossa conexão com o mundo digital é infinitamente mais ampla e complexa do que a porta de entrada de nossa casa. É um imenso pórtico que dá acesso a um magazine de compras, de serviços de toda a natureza, de tratamentos – verdadeira panaceia – para qualquer problema de saúde ou ambição estética e … de informação.
Digamos que até somos de alguma forma seletivos quanto a tentadoras compras, ofertas, promoções porque o cartão de crédito tem limite. Vamos considerar também que, depois de consultar e de nos socorrermos com “Dr. Google” quando algum mal ou desconforto nos aflige, achamos mais prudente consultar um médico. Por quê? Ora, porque diferente daquele “doutor” que promete milagres na internet, esse com quem vamos consultar tem nome e sobrenome, tem telefone, endereço, formação. Talvez cobre taxa do plano de saúde ou o valor da consulta. Não importa. Afinal, – você concorda – com saúde não se brinca.
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Assim como não se brinca na hora de escolher a escola para o filho, de contratar um seguro – do carro, do imóvel, o amparo para a família – e de recorrer a um profissional que vai nos prestar algum serviço.
Em qualquer das situações, o que procuramos? Alguém idôneo, confiável, competente, que esteja à altura das nossas expectativas e que realmente nos ampare e nos oriente na hora em que precisamos.
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Este é o ponto. Se somos exigentes e seletivos em relação a tantas facetas (importantes) da vida, por que somos displicentes e até irresponsáveis conosco mesmos quando se trata de informação? Falo de jornalismo sério, profissional, idôneo, que honra o compromisso com a verdade e com o público que lhe dá crédito.
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Talvez tenhamos que repensar algumas questões. Se estamos de acordo que com saúde, educação, outras áreas vitais na vida não podemos brincar, fica evidente que a boa informação é raiz, é pilar, alicerce para qualquer decisão que vamos tomar.
Permita a sugestão: não deixe de controlar o acesso a sua casa. Seja meticuloso e até chato, se necessário, com quem celebrar qualquer contrato de compra, venda ou prestação de serviço. E, por favor, não escancare as portas para a desinformação leviana ou interesseira. Deixe-se informar por quem é profissional, que tem nome, endereço e merece crédito.
(Publicada originalmente em 28/06/2024)
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