A Polícia Civil cumpriu, no dia 21 de abril, um mandado de busca e apreensão na residência de um jovem de 21 anos, em Rio Pardo, no Vale do Rio Pardo, no âmbito de uma investigação sobre conteúdos sensíveis em redes sociais. Apesar da mobilização, a corporação afirma que não há qualquer relação do caso com possíveis ataques a escolas ou à comunidade, nem indicativo de risco concreto no momento.
A apuração teve início a partir de um alerta internacional. Informações monitoradas por uma organização estrangeira identificaram conversas com conteúdos envolvendo discurso de ódio, extermínio e menções a ataques suicidas. O material foi encaminhado à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, que acionou as autoridades brasileiras.
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A partir disso, a Polícia Civil identificou o jovem de Rio Pardo, que mantinha contato, por meio de redes sociais, com uma adolescente de outra região. Conforme o delegado Anderson Faturi, embora a adolescente apresentasse interações consideradas mais sensíveis, não há indícios de que o investigado estivesse planejando, incentivando ou articulando qualquer ação violenta. Segundo o relato do jovem à polícia, em determinado ponto, ao perceber discursos mais agressivos da jovem, ele teria encerrado a conversa.
Como medida preventiva, a polícia solicitou à Justiça o mandado de busca e apreensão, que foi cumprido na casa do jovem. No local, foram encontrados materiais com referências ao nazismo, como símbolos e conteúdos relacionados ao Holocausto, além de uma arma de fogo, munições e uma balestra.
O investigado foi conduzido à Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos. Em depoimento, afirmou que possui interesse por temas históricos e que os materiais fazem parte de uma coleção pessoal. Segundo ele, a arma de fogo seria para segurança e a balestra seria uma herança familiar.
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De acordo com o delegado, até o momento, não há configuração de crime relacionado à apologia ao nazismo, uma vez que não foi identificada a disseminação ou incentivo dessas ideias — condição necessária para caracterização penal. No entanto, o jovem irá responder por questões relacionadas à posse da arma de fogo.
A Polícia Civil reforça que a atuação no caso ocorre de forma preventiva e que situações semelhantes já foram investigadas neste ano, sem confirmação de ameaças reais.
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O delegado destaca que o cumprimento de mandado foi realizado no dia 21 de abril – duas semanas atrás. A repercussão do caso ganhou força após o vazamento de informações que acabaram sendo divulgadas pela imprensa e passaram a circular em redes sociais e grupos de mensagens, gerando preocupação na comunidade, especialmente em relação à segurança de escolas.
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Diante disso, o delegado faz um alerta sobre os riscos da disseminação de conteúdos não verificados. Segundo ele, não há qualquer indicativo de ameaça concreta, e a divulgação de boatos pode provocar pânico desnecessário, além de expor pessoas a julgamentos precipitados ou até situações de risco.
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As investigações continuam, com foco na identificação de outros possíveis envolvidos nas conversas monitoradas. Parte das diligências segue sob sigilo, para não comprometer o trabalho policial. A orientação das autoridades é para que qualquer informação relevante seja repassada diretamente à Polícia Civil, evitando a propagação de conteúdos não confirmados.
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