Olá, pessoal! Tudo bem? Iniciamos a semana com muita neblina em nossa localidade, e também com muita umidade. Na semana passada, o clima havia se comportado assim também, abrindo apenas na sexta-feira, 31, e no sábado, 1º, quando se teve sol, importante para as plantações. Isso nos permitiu dar continuidade ao plantio de tabaco e atingimos, até agora, o transplante de 40 mil mudas, dois lotes de 20 mil. Nesta semana, pretendemos começar a salitrar a primeira parcela dessas mudas e seguir na adubação do restante da lavoura para, se tudo der certo, fazer o plantio do último lote de 20 mil mudas na próxima semana, fechando os 60 mil pés que planejamos para essa safra.
Enquanto o plantio do tabaco prossegue em toda a região central gaúcha, outras atividades requerem atenção. É a época, por exemplo, de plantio de algumas hortaliças, caso da cebola. Temos por hábito ao longo do tempo sempre plantar o suficiente para nossas necessidades em família, o que permite evitar o gasto com eventual aquisição em mercado.
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Vamos plantar em torno de mil mudas, e a colheita será em novembro. Costumamos limpar elas e trançar as folhas, para pendurá-las em réstias, no galpão, em local arejado. Para se ter ideia, ainda agora temos cebola que colhemos em novembro do ano passado, e ela segue perfeita para o consumo.
O clima tem deixado os produtores apreensivos em todas as regiões do Sul do Brasil, em virtude da persistência de chuvas fortes, acompanhadas de granizo, ventania e enxurradas. Se aqui na localidade temos ficado inquietos pela constante umidade e os temporais, em outras áreas os estragos já têm sido significativos. A foto nos foi enviada pelo agricultor Emerson de Anhaia, do município de Agronômica, em Santa Catarina, e mostra os estragos que o clima fez em sua lavoura de tabaco, que já estava em período de colheita, na fase de desponte da flor.
Até o momento, pelos números do Departamento de Mutualidade da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), 539 lavouras haviam sido atingidas por granizo, até o último sábado. Assim, mesmo que efetivamente a safra recém esteja se iniciando em todo o Sul, muitos produtores convivem com a angústia e com a realidade dos prejuízos, que comprometem a sua subsistência ao longo do ano. É o drama constante da agricultura, essa atividade a céu aberto, sempre exposta às ameaças do clima.
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