Há muitos aspectos em que sempre se precisa melhorar, tanto em nível pessoal quanto comunitário, para podermos crescer em qualidade de vida. A todo momento, percebe-se pontos onde necessitamos vislumbrar e dimensionar melhores índices e resultados, e é preciso inclusive tornar a lembrar, sempre que possível, para que não sejam esquecidos e se possa concretizar os avanços desejados.

Retorno com frequência ao tema dos resíduos gerados em volumes cada vez mais maiores em discrepância aos cuidados normalmente a eles dispensados. Felizmente, já aparecem notícias mais positivas a respeito, quando se lê que ocorreu uma ampliação na coleta seletiva em nossa cidade, com todos os benefícios financeiros e ambientais que isso representa, conforme foi veiculado pela Gazeta do Sul em 19 de fevereiro deste ano, trazendo dados da Cooperativa de Catadores e Recicladores de Santa Cruz do Sul (Coomcat).

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O índice de coleta solidária teria subido recentemente de 4 para 9%, com o encaminhamento de 1.339 toneladas de rejeitos para reciclagem em 2025, o que deve ser enaltecido. Por outro lado, há de se admitir que ainda é baixo o número diante do total gerado, demonstrando o quanto ainda precisamos avançar para que se chegue a níveis mais razoáveis. E, por isso mesmo, volta-se a reiterar a necessidade de maior e melhor separação dos materiais e da colocação de mais recipientes para recolhimento específico do material com esse destino.

Basta observar o centro da cidade, onde praticamente apenas nos espaços revitalizados da rua principal encontram-se lixeiras distintas para os dois principais tipos de descartes, enquanto são raras nas demais e várias vias movimentadas do centro, requerendo urgente mobilização para suprir essa lacuna. Ao mesmo tempo, é bom sempre lembrar que o próprio lixo seco precisa ser melhor acondicionado/separado (em descartes específicos de papel/papelão, plásticos, metais, eletrônicos, etc.), para melhorar o processo. Há muito a evoluir.

E passando da cidade ao campo, em tempos de mudanças e ocorrências climáticas extremas, entre as quais a estiagem novamente deu as caras neste verão, é indispensável tocar na já bastante invocada imperiosidade da irrigação, mas de uso ainda bem limitado. Divulga-se que apenas 4,7% da área estadual de soja, milho, feijão e fumo é irrigada. No final do ano passado, em viagem ao Noroeste do Estado, chamou atenção como ainda é restrita a sua presença na região, que é reconhecida como celeiro, pela sua grande produção de grãos, e quase a todo ano enfrenta problemas de falta de água nas lavouras, assim como ocorre em outras áreas.

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Apesar de reiterados debates e incentivos já anunciados, observa-se que ainda é incipiente a inserção de estruturas de irrigação nas propriedades rurais, com sérios prejuízos à produção e, por efeito, à economia e ao desenvolvimento do Estado como um todo. É sabida e reconhecida a relevância desse recurso para diminuir danos nas safras, mas há fatores que têm impedido um maior progresso, tais como questões de licenciamento e endividamento, assim que a Federação da Indústria (Fiergs) defende um “Fundopem” da irrigação, para maior êxito nesse propósito.

Da mesma forma, em vários segmentos, como educação, saúde, segurança e tantos outros, sempre há muito a avançar em um País em desenvolvimento, com muitas necessidades e recursos limitados. Mas não se pode desanimar. Sempre é tempo de renovar iniciativas e atitudes, e não só esperando que a área pública faça tudo, mas também cada qual vendo onde pode contribuir para que sempre mais e melhores índices possam ser anunciados.

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Benno Kist

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Benno Kist

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