Agronegócio

Presidente da Afubra lamenta falta de acordo pelo preço do tabaco e projeta novas negociações

Após a primeira rodada de negociações pelo preço do tabaco na safra 2025/2026 ter terminado sem acordo nessa terça-feira, 20, o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcílio Drescher, concedeu entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9 e comentou sobre as tratativas. Ao programa Estúdio Interativo, ele lamentou que não tenha sido possível chegar a um consenso e pontuou que esperava que as empresas viessem com propostas mais definidas.

Na ocasião, seis empresas fumageiras (JTI, BAT, Philip Morris, China Brasil Tabacos, CTA e Universal Leaf) participaram das reuniões com a comissão representativa, formada pela Afubra e pelas Federações da Agricultura (Farsul e Faesc) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e do Paraná. Contudo, nenhuma delas apresentou propostas que atendessem ao mínimo esperado pelos produtores, com reposição do custo de produção.

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Outras empresas (Premium Tabacos, Marasca, Brasfumo, UTC e Alliance One) também foram convidadas para reuniões, mas não compareceram, alegando não terem proposta para apresentar. Drescher explicou que, entre os fatores que elevaram o custo de produção para a atual safra, estão o aumento no preço da lenha, a escassez da mão de obra e o pacote tecnológico. Além disso, o valor a ser pago pela produção também depende da qualidade do tabaco, que pode variar conforme os cuidados adotados pelo agricultor e fatores climáticos.

O aumento no custo da produção para a atual safra ficou entre 6% e 12%, variando a cada empresa – as negociações são feitas individualmente, conforme a Lei da Integração. Na produção de 2024/2025, o reajuste havia sido de aproximadamente 8%, recompondo a elevação do custo na maioria dos casos. “Existe um fator interessante que cabe ser destacado: temos a tabela de cada empresa e algumas empresas ficaram defasadas, porque seguidamente passam safras e não dão reajuste no mínimo do custo de produção. Então, a busca muitas vezes é de recompor esse índice”, acrescenta o gestor da Afubra.

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Agora, os representantes dos produtores aguardam um segundo momento de negociações, proposto para ocorrer dentro das próximas duas semanas, no início de fevereiro. Drescher pontua a expectativa de que as empresas que não trouxeram propostas na primeira ocasião participem desta vez, assim como espera que as fumageiras que já apresentaram revejam os seus índices. Na atual safra, a colheita já está, em média, em 60% nas propriedades, variando conforme cada região.

Confira a entrevista com Marcílio Drescher na íntegra:

Colaborou Marcio Souza

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Guilherme Andriolo

Nascido em 2005 em Santa Cruz do Sul, ingressou como estagiário no Portal Gaz logo no primeiro semestre de faculdade e desde então auxilia na produção de conteúdos multimídia.

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