As frequentes prisões realizadas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Santa Cruz do Sul têm evidenciado uma estratégia que vai além dos flagrantes de tráfico de drogas. O trabalho da especializada envolve investigações de longo prazo, cumprimento de mandados judiciais e ações voltadas ao enfraquecimento das estruturas que sustentam o crime organizado no município e na região.
Nessa sexta-feira, 19, a delegacia efetuou a prisão de dois homens condenados por tráfico de drogas. Um deles, de 43 anos, é apontado pela Polícia Civil como um dos líderes desse tipo de crime no Bairro Santa Vitória. O outro, de 27, foi localizado no Bairro Senai em cumprimento de um mandado expedido pela Vara de Execuções Criminais da Comarca de Cachoeira do Sul.
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Segundo o delegado Marcelo Chiara Teixeira, responsável pela Draco, as duas prisões refletem um trabalho contínuo que tem combinado repressão imediata e investigações aprofundadas. “Hoje a gente também tem focado no cumprimento dessas ordens judiciais que são resultantes de investigações passadas. A maioria desses mandados decorre de investigações que deram resultado, produziram um bom conjunto probatório e permitiram condenações definitivas”, explica.
Embora o foco principal da Draco seja o enfrentamento do tráfico de drogas e do crime organizado, a atuação da delegacia também abrange crimes patrimoniais, especialmente furtos e roubos relacionados a veículos.
Ainda assim, o tráfico concentra boa parte dos esforços da equipe. “Temos feito muitas prisões em flagrante, mas também investigamos pessoas que armazenam drogas, que fazem o transporte dos entorpecentes e aquelas que coordenam essas atividades”, afirma Chiara.
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Nos últimos meses, também houve apreensões significativas de drogas transportadas para Santa Cruz do Sul. “Tivemos pelo menos duas prisões recentes de pessoas que estavam trazendo drogas para a nossa região, com apreensões importantes de maconha.”
Além das prisões, a delegacia mantém investigações que buscam identificar associações criminosas e mapear a estrutura dos grupos envolvidos com o tráfico. “A gente procura apurar a fundo as associações entre traficantes e as ligações entre os indivíduos que atuam nessa atividade ilícita. Isso tem resultado em indiciamentos e denúncias e, posteriormente, em condenações”, explica.
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Parte importante desse trabalho depende da colaboração da população. Segundo o delegado, informações recebidas de forma anônima frequentemente auxiliam na identificação de suspeitos, locais de armazenamento de drogas e pontos de venda de entorpecentes. “A comunidade ajuda muito. As informações que chegam à Polícia Civil são fundamentais para o andamento das investigações. E a pessoa que colabora não é identificada.”
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A Draco mantém um canal de denúncias anônimas por Whats-App, por meio do número (51) 98608-8815. “É um canal direto com a delegacia. As pessoas podem encaminhar informações com segurança, sem nenhuma exposição da identidade. Esse apoio é muito importante para o combate diário ao crime.”
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A prisão que mais chamou atenção nesta semana foi a do homem de 43 anos apontado pela Polícia Civil como um dos responsáveis pela organização do tráfico de drogas no Bairro Santa Vitória. Conforme o delegado Marcelo Chiara Teixeira, ele integra um grupo de traficantes que atua há anos na região e já foi alvo de diversas operações policiais. “Esse indivíduo é um dos líderes ali do bairro no sentido do comércio de drogas. Alguns traficantes que comandam a venda de entorpecentes naquela região já foram presos em outras operações, e ele é um desses nomes que aparecem constantemente nas investigações”, afirma.
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O homem já havia sido preso em setembro de 2025, durante uma operação realizada pela Draco com apoio da 2ª Delegacia de Polícia. Na ocasião, ele, a esposa e outras pessoas foram flagrados com uma expressiva quantidade de crack. A investigação resultou em condenação de oito anos de prisão em regime fechado em primeira instância. Entretanto, ele havia obtido liberdade no decorrer do processo.
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A prisão feita nessa semana, porém, é de outro caso. “Esse mandado se refere a uma condenação definitiva por fato ocorrido em 2019. Houve o trânsito em julgado e a Vara de Execuções Criminais expediu o mandado, que foi cumprido pela nossa equipe”, explica o delegado. Mesmo quando esteve preso, segundo a polícia, o ponto de tráfico ligado ao grupo continuou funcionando. “A gente sabe que o tráfico continua operando mesmo quando determinados líderes são recolhidos.”
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