Agronegócio

Programas de correção de solo viram sinônimo de produção e renda para agricultores gaúchos

Idealizado pela Afubra e pelo Corede Vale do Rio Pardo, o 16º Fórum de Diversificação de Culturas e Atividades Rurais ocorreu nessa quarta-feira, 25, no auditório 1 da Expoagro. A pauta concentrou-se nos programas Operação Terra Forte (Governo do Estado) e Recupera RS (Embrapa), voltados à correção de solo em propriedades afetadas pelas cheias de 2024.

O presidente da Emater-Ascar/RS, Claudinei Moisés Baldissera, detalhou o Operação Terra Forte, que integra o Plano Rio Grande. A iniciativa busca recuperar a produção e o meio ambiente da agricultura familiar. “Relatos de 405 municípios gaúchos apontam perdas de fertilidade e erosão hídrica, totalizando 2.706.683 hectares atingidos”, destacou.

Claudinei Baldissera: “Relatos de 405 municípios gaúchos apontam perdas de fertilidade e erosão hídrica, totalizando 2.706.683 hectares atingidos.”

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As ações contemplam produtores de grãos, leite, corte, silvicultura, fruticultura e olericultura. O foco recai sobre a renovação de pastagens, sistemas integrados, plantio direto, florestas plantadas e irrigação. Conforme Baldissera, o benefício prioriza propriedades de subsistência.

Até o momento, 52.012 produtores se inscreveram no Estado. Após seleção pelos conselhos municipais, os aprovados receberão diagnóstico técnico e um recurso de R$ 30 mil. “É um programa completo para propagar boas práticas de cultivo e manejo”, avaliou o presidente.

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Pesquisadores monitoram áreas afetadas na enchente

Ernestino de Souza Gomes Guarino, pesquisador da Embrapa Clima Temperado, apresentou o projeto “Ciência, Resiliência e Cooperação – Aprendizados da Iniciativa Recupera Rural RS”. Ele lembrou que, em maio de 2024, o volume de chuva de dez dias equivaleu a até seis meses. Na ocasião, 427 municípios decretaram emergência ou calamidade.

Ernestino Guarino: “Trabalhamos para entender os efeitos na vegetação e na produção, analisando cada região caso a caso.”

A plataforma Recupera Rural RS avalia danos e define estratégias de curto a longo prazo, já em execução em 38 municípios. “Trabalhamos para entender os efeitos na vegetação e na produção, analisando cada região caso a caso”, explicou Guarino.

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O pesquisador ressaltou que a Embrapa intensificou estudos para mitigar danos tanto por excesso de chuva quanto por estiagem. Sobre a erosão nas margens de rios, orientou a recomposição da mata ciliar. “É mais barato manter a vegetação do que recuperar o solo após o estrago.”

Recuperação

Heitor Petry, presidente do Corede Vale do Rio Pardo, reforçou a necessidade de apoio ao setor: “Trabalhamos para que o produtor supere este momento.” O coordenador da Expoagro, Marco Dornelles, frisouque os programas evidenciam a importância da resiliência: “É necessário recuperar o solo e devolver a renda a esses agricultores”.

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Lavignea Witt

Me chamo Lavignea Witt, tenho 25 anos e sou natural de Santiago, mas moro atualmente em Santa Cruz do Sul. Sou jornalista formada pela Universidade Franciscana (UFN), pós-graduada em Jornalismo Digital e repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações.

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