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RSC-287 terá quase 60 quilômetros duplicados até 2028 no Vale do Rio Pardo

A RSC-287 passará por uma das maiores transformações desde o início da concessão à iniciativa privada. O cronograma atualizado de obras prevê que a rodovia alcance 57 quilômetros duplicados até abril de 2028, com intervenções em Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires, Vera Cruz e Candelária.

Além das novas pistas, a programação contempla a recuperação dos trechos destruídos pelas enchentes de maio de 2024. As obras nesses pontos incluem mudanças no traçado, elevação das pistas e construção de novas estruturas para ampliar a capacidade de escoamento da água e reduzir os impactos de futuros eventos climáticos. Atualmente, os segmentos de Candelária e de Mariante, em Venâncio Aires, seguem com desvios implantados após a catástrofe climática que atingiu o Rio Grande do Sul há pouco mais de dois anos.

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Trechos em obras na região

No Vale do Rio Pardo, a concessionária Rota de Santa Maria mantém três frentes de duplicação. A primeira fica em Santa Cruz do Sul, entre os quilômetros 91 e 97, com previsão de entrega em março de 2027.

Outra obra está em andamento entre os quilômetros 78 e 91, em Venâncio Aires. O prazo para conclusão é julho de 2027. Já em Vera Cruz, a duplicação de 11 quilômetros, entre os quilômetros 105 e 116, deverá ser finalizada em dezembro do mesmo ano. Com a conclusão dessas intervenções, praticamente todo o trecho da RSC-287 entre Venâncio Aires, Santa Cruz e Vera Cruz passará a contar com pistas duplicadas.

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Candelária terá nova ponte sobre o Rio Pardo

A reconstrução entre os quilômetros 134 e 137, em Candelária, abrange uma extensão de três quilômetros. A nova pista deverá ser liberada em julho de 2027, permitindo o fim do desvio implantado após as enchentes. A conclusão definitiva da obra, com a entrega da pista antiga reconstruída e elevada, está prevista para dezembro do mesmo ano.

Entre as intervenções previstas está a construção de uma nova ponte sobre o Rio Pardo, com 130 metros de extensão e maior capacidade de vazão. O projeto também inclui quatro pontes secas e reforço dos aterros com pedras para aumentar a estabilidade da rodovia.

Mariante receberá 14 pontes secas

No distrito de Mariante, a reconstrução compreende oito quilômetros da RSC-287. A nova pista deverá entrar em operação em setembro de 2027, encerrando o desvio existente no local. Já a conclusão total das obras, incluindo a recuperação da pista atual, está programada para abril de 2028.

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O projeto prevê a implantação de 14 pontes secas, que somam 1.360 metros de estruturas, além da elevação das pistas, reforço dos aterros e a construção de uma rótula alongada no quilômetro 62.

As obras em Candelária e Mariante foram desenvolvidas com critérios de resiliência climática e novos parâmetros de engenharia. As intervenções incluem estruturas com maior capacidade hidráulica para tornar a rodovia mais preparada para episódios de cheias e reduzir a vulnerabilidade da infraestrutura diante de eventos extremos.

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Cronograma segue até 2042

Pelo contrato de concessão, a meta é chegar a 130 quilômetros de pistas duplicadas entre Tabaí e Novo Cabrais até 2030. Os demais 74 quilômetros, entre Novo Cabrais e Santa Maria, têm prazo contratual de execução até 2042.

O governo do Estado, porém, pretende discutir na revisão dos cinco anos da concessão, prevista para agosto, a antecipação de parte dessas obras, especialmente no segmento entre Santa Maria e o Trevo do Santuário, na região da Quarta Colônia.

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Ronaldo

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