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Acessos urbanos concentram o maior risco de acidentes na RSC-287

Foto: Rodrigo Assmann/Banco de Imagens

Em um dos episódios registrados no começo de maio, um padre perdeu a vida nas curvas da RSC-287 em Linha Pinheiral

A RSC-287 registrou 268 acidentes entre janeiro e abril de 2026, praticamente o mesmo número observado no período equivalente de 2025, quando foram contabilizadas 267 ocorrências. Apesar da estabilidade nos números gerais, os casos fatais apresentaram aumento neste ano. Os dados são da concessionária Rota de Santa Maria. O levantamento envolve o trecho concedido da rodovia.

No primeiro quadrimestre deste ano, foram seis com mortes, contra cinco no período de 2025. O crescimento foi de 20%, enquanto os episódios com vítimas também tiveram leve alta, passando de 80 para 82.

O mês de abril foi o mais crítico do levantamento de 2026. Ao longo dos 30 dias, foram 89 registros, sendo 61 sem e 25 com vítimas, além de três com óbitos. Nos demais meses deste ano, a rodovia contabilizou 48 sinistros em janeiro, 64 em fevereiro e 67 em março. A tendência observada foi de crescimento gradual no número de casos ao longo do período.

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Já em 2025, a distribuição ocorreu de forma mais uniforme. Foram 61 em fevereiro, 69 em março, 68 em abril e 69 em maio, com média de aproximadamente 67 ocorrências por mês.
Dos 268 acidentes registrados neste ano, 180 foram sem vítimas, 82 com feridos e seis fatais. No período analisado de 2025, foram contabilizados 182 casos sem vítimas, 80 com algum tipo de ferimento e cinco fatais. Na comparação entre os períodos, houve redução de 1,1% nos episódios sem feridos e aumento de 2,5% naqueles com vítimas.

Embora a diferença seja pequena em números absolutos, os dados indicam crescimento na gravidade das ocorrências registradas na rodovia. Das seis mortes de 2026, duas aconteceram em março e três em abril, período que também concentrou o maior volume de colisões.

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Pontos críticos ficam na rota de entrada das cidades

Os dados mostram que os principais pontos de acidentalidade localizam-se em áreas de acesso urbano, entroncamentos com outras rodovias e proximidades de praças de pedágio. O quilômetro 139 foi o trecho com maior número de intercorrências em 2026, com nove acidentes.

O local corresponde ao principal acesso a Candelária, junto ao Pórtico dos Dinossauros e ao entroncamento com a ERS-410. A concentração de veículos que ingressam e deixam o município é apontada como um dos fatores que ajudam a explicar o elevado número de registros.

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Na sequência aparece o quilômetro 94, com oito colisões. O trecho está situado entre o distrito de Pinheiral, no quilômetro 92, e o posto da Polícia Rodoviária Estadual, no quilômetro 99, em Santa Cruz do Sul. O entorno integra uma das áreas com maior densidade de ocorrências de toda a rodovia.

Já o quilômetro 86 contabilizou sete sinistros. O ponto fica entre o trevo da Linha Hansel e a praça de pedágio de Venâncio Aires, em uma região marcada por intenso fluxo local e de longa distância.

Locais mais perigosos mudaram

O total de acidentes apresentou variação de apenas 0,37%, passando de 267 para 268 ocorrências. Apesar disso, o número de casos fatais cresceu de cinco para seis, enquanto os registros com vítimas aumentaram de 80 para 82.

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Em 2025, o principal ponto crítico da rodovia era o quilômetro 104, no trevo de acesso a Santa Cruz do Sul, à Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e à RSC-471. Já neste ano, os maiores volumes passaram a se concentrar nos acessos de Candelária e Venâncio Aires, além da região de Pinheiral, em Santa Cruz.

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Vale do Rio Pardo registra acidentes graves

Além da frequência de colisões, alguns trechos concentraram acidentes com mortes. No quilômetro 95, na região das curvas de Pinheiral, em Santa Cruz do Sul, houve dois óbitos apenas no mês de abril. Em um dos casos, a vítima foi o padre Valdir José Biasibetti. Outro episódio fatal aconteceu no quilômetro 68, em Venâncio Aires, trecho do distrito de Mariante.

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Em Candelária, uma das mortes foi registrada no quilômetro 140, nas proximidades do acesso principal ao município e do entroncamento com a ERS-400, rodovia que liga a Sobradinho.

O levantamento aponta ainda um acidente fatal no quilômetro 217, no limite entre Restinga Seca e Santa Maria, junto à entrada do distrito de Palma. O trecho antecede áreas residenciais como Vila Palma e Santa Teresinha e registra circulação de moradores, veículos urbanos e tráfego de passagem, o que aumenta a complexidade operacional no trecho.

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