O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Santa Cruz do Sul realizou mais de 2.830 atendimentos no primeiro semestre de 2026. O número representa uma média superior a 470 ocorrências por mês, ou cerca de 16 por dia. Os dados foram apresentados pela coordenadora do serviço, Simone Werlang, e pelo médico Ronei Pappen durante entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9, dentro da série de avaliações do primeiro semestre promovida pela emissora.
Atualmente, a estrutura do Samu no município é composta por quatro veículos: uma ambulância de suporte avançado (UTI móvel), duas ambulâncias de suporte básico e uma motolância, utilizada para agilizar o atendimento inicial em ocorrências. Além dos chamados em Santa Cruz do Sul, a ambulância de suporte avançado também participa de transportes regionalizados quando acionada pela Central de Regulação.
LEIA TAMBÉM: Costureiras de Santa Cruz transformam uniformes em cobertores
Publicidade
Segundo Simone Werlang, os atendimentos clínicos representam a maior parte das ocorrências registradas pelo serviço. Entre os casos mais frequentes estão as quedas da própria altura, principalmente envolvendo idosos, além de problemas respiratórios, neurológicos, cardiovasculares e episódios de mal-estar.
“Falando do primeiro semestre de 2026, fechamos o semestre com mais de 2.830 atendimentos. Isso dá uma média de mais de 470 atendimentos por mês. Os atendimentos clínicos são os que mais recebemos, e a queda da própria altura é um dos principais chamados”, afirmou.
A coordenadora observa ainda que a população com mais de 80 anos é a que mais tem demandado atendimento do Samu, reflexo do envelhecimento da população e da maior incidência de quedas e intercorrências clínicas nessa faixa etária.
Publicidade
LEIA TAMBÉM: Câmara de Santa Cruz aprova crédito de R$ 3,3 milhões para a Saúde
Durante a entrevista, o médico Ronei Pappen explicou que os chamados são mais frequentes no turno da tarde, período que concentra a maior parte dos atendimentos realizados pelo Samu. Segundo ele, o comportamento está relacionado tanto ao desgaste físico acumulado ao longo do dia quanto à rotina de trabalho da população.
“O horário campeão de atendimento é da tarde. As pessoas já passaram por uma jornada de atividades, ficam mais cansadas e, no caso dos idosos, isso favorece a ocorrência de quedas. Já nos atendimentos traumáticos, muita gente está encerrando a rotina de trabalho, o que aumenta a possibilidade de acidentes”, ressaltou.
Publicidade
LEIA TAMBÉM: Defesa Civil alerta para novo risco de enchente em Santa Cruz
Os profissionais também orientaram a população sobre o uso do aplicativo Chamar 192, ferramenta gratuita que permite acionar o Samu com o envio automático da localização da ocorrência. Conforme a equipe, o sistema reduz o tempo gasto na identificação do endereço, especialmente em localidades do interior ou em ruas de difícil localização, tornando o atendimento mais ágil. Além disso, a recomendação é que o solicitante permaneça junto à vítima e forneça informações precisas ao médico regulador durante o atendimento telefônico. Essas informações são fundamentais para definir qual equipe será enviada e garantir maior rapidez no socorro.
LEIA MAIS NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ
Publicidade
QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!
This website uses cookies.